Elefante-marinho fêmea de 3 metros foi vista em Mongaguá e Bertioga; instituto ressalta que contato humano pode comprometer o bem-estar do animal

Na manhã de terça-feira (22), uma elefante-marinho (Mirounga leonina) deu início a um “tour” pelo litoral de São Paulo. O ilustre visitante foi visto pela primeira vez descansando em uma praia de Mongaguá e começou a ser monitorado pelo Instituto Biopesca.
A fêmea, com aproximadamente 3 metros, não tinha lesões aparentes e estava em boas condições físicas, de acordo com o instituto. Em diferentes momentos, ela entrou e saiu do mar, provavelmente sentindo-se incomodada pela presença próxima de pessoas na praia. O Biopesca ressalta que é fundamental que a população mantenha distância, evite barulhos e não tente se aproximar. O contato humano pode causar estresse e comprometer o bem-estar do animal.
A equipe do instituto acompanhou a elefante-marinho, para que ela fosse mantida segura. Ela voltou a sair do mar novamente no final da tarde de terça e voltou para a água por volta das 18h. Na quarta-feira (23), tornou a sair do mar já na altura da cidade de Bertioga e foi levada para reabilitação no Instituto Gremar. Esse foi o primeiro registro de elefante-marinho que o Instituto Biopesca registra desde o início de suas atividades no Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos.
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Os elefantes-marinhos são animais do grupo dos pinípedes, do qual fazem parte os lobos-marinhos (que já foram registrados diversas vezes no litoral centro-sul de São Paulo), leões marinhos, focas e morsas. Essa espécie, em particular, vive nas águas geladas de mares sub-antárticos e se reproduzem em ilhas dessa região e também da Argentina.
Seu nome popular deve-se ao fato de os indivíduos machos adultos possuírem uma proeminência nas narinas, chamada probóscide, que lembra a tromba dos elefantes.

O Instituto Biopesca é uma das instituições executoras do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural na Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama.
Esse projeto tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, por meio do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos.
O projeto é realizado desde Laguna, em Santa Catarina, até Saquarema, no Rio de Janeiro, sendo dividido em 15 trechos. O Instituto Biopesca monitora o Trecho 8, compreendido entre Peruíbe e Praia Grande. Para acionar o serviço de resgate de mamíferos, tartarugas e aves marinhas, vivos, mas debilitados, ou mortos, entre em contato pelo telefone 0800 642 3341 (horário comercial) ou pelo celular (13) 99601-2570 (24h, WhatsApp e chamadas a cobrar).