Cidade de Praia Grande é a que conta com mais locais citados no guia; locais de fé de Itanhaém, Santos e São Vicente também constam da publicação

O governo de São Paulo lançou o Guia Turístico Católico do Estado de São Paulo, publicação que visa valorizar, reconhecer e dar visibilidade aos espaços religiosos e culturais católicos no estado. E cidades da Baixada Santista são destaques na publicação. Com o objetivo de incentivar o turismo de fé e destacar o patrimônio cultural das cidades, o Guia Turístico Católico reúne mais de 300 destinos em todo o estado.
A iniciativa é da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo e a publicação reúne pontos como igrejas, conventos, grutas e locais de peregrinação em mais de 100 municípios. O Guia Turístico Católico do Estado de São Paulo pode ser conferido neste link.
Igrejas e outros locais de fé católica das cidades de Praia Grande, Itanhaém, Santos e São Vicente constam do guia como atrações da região da Costa da Mata Atlântica. Praia Grande foi a cidade mais citada da região. Confira:
Capela Nossa Senhora da Guia - A capela foi construída pela família portuguesa Soares, em homenagem a Nossa Senhora da Guia, em sinal de agradecimento pela recuperação de uma filha que adoeceu e se recuperou milagrosamente. Em 1894, a capela foi inaugurada e, em 1893, a imagem da santa foi trazida da província de Trás os Montes, em Portugal.
Roubada na década de 1960, a imagem foi vista depois de algum tempo por um comerciante de Praia Grande em uma feira na cidade do Rio de Janeiro. Devoto da santa, o comerciante deixou um cordão de ouro que portava em troca da imagem, e a levou de volta à capela (rua Paulo Sérgio García s/n° - Sítio do Campo).
Estátua de Santo Antônio - Monumento a Santo Antônio foi instalado em 2007, na orla da praia do bairro Boqueirão, em frente à Igreja Santo Antônio. A estátua foi criada pelo artista plástico Edson Mônaco, natural de Praia Grande.
Praça da Bíblia - Com área de 2.375,82m², a praça no bairro Maracanã abriga um obelisco de aproximadamente 10 metros de altura, decorado com versículos bíblicos e iluminação especial.
Praça da Paz

A praça da Paz é composta por sete esculturas monumentais do artista Gilberto Pinna, feitas em aço carbono e ferro, com até 10 metros de altura e 30 toneladas. As esculturas representam figuras de paz e espiritualidade, como Jesus Cristo, Maria e papa João Paulo II. A praça fica no entroncamento das avenidas Brasil e São Paulo, no bairro Guilhermina.
Tapetes de Corpus Christi - Desde a década de 1970, a confecção de tapetes multicoloridos com materiais diversos em vias públicas é tradição em Praia Grande. As obras retratam passagens bíblicas e atraem milhares de turistas durante a celebração, que inclui procissão e missa campal.
Paróquia Santo Antônio - A Matriz Santo Antônio, localizada na orla da praia do bairro Boqueirão, é espaço de oração, catequese e ações sociais.
Paróquia Nossa Senhora das Graças - Fundada em 1958 no Ocian, surgiu da necessidade dos fiéis locais que, antes, se deslocavam até São Vicente. A nova igreja foi inaugurada em 1977 (praça Dr. Roberto Andraus, 11 – Ocian).
De Praia Grande, constam no guia também a Festa de São Pedro Apóstolo, a Encenação da Paixão de Cristo, a estátua de São Pedro no bairro Caiçara, a paróquia de São Pedro Apóstolo, também no Caiçara, a paróquia de São Gaspar Bertoni, no bairro Tupi e a paróquia de Nossa Senhora Aparecida, no bairro Samambaia.
Convento Nossa Senhora da Conceição - Com vitrais assinados por Benedito Calixto, o convento começou a ser construído em 1532 e foi finalizado em 1713. O local também abriga três altares em talha (praça Carlos Botelho - Centro).

Igreja Matriz de Sant’Anna - Acredita-se que tenha sido erguida entre 1642 e 1679, durante o período em que Itanhaém se tornou cabeça da Capitania (praça Narciso de Andrade, centro histórico).
Igreja Nossa Senhora de Sion - Construída em estilo romano, foi inaugurada em outubro de 1955. É uma das poucas igrejas do litoral paulista com essa estrutura arquitetônica (praça Nossa Sra. do Sion, 99 - Suarão).
Gruta Nossa Senhora de Lourdes - Construída na década de 1960, a gruta foi inspirada em uma suposta aparição de Nossa Senhora, em 11 de fevereiro de 1858, na França. Desde então, uma missa campal é celebrada no local todo dia 11 de cada mês (rua da Enseada, 3 - praia dos Sonhos).

Catedral de Nossa Senhora do Rosário - Edificada em estilo neogótico, a catedral começou a ser construída em 1909 e inaugurada em 1924, mas concluída apenas em 1967. Na fachada, estão duas imagens em granito natural, representando São Pedro e São Paulo, e, mais acima, estão as figuras dos profetas Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel, tendo ao lado quatro evangelistas.
A catedral possui três naves, dois altares laterais de mármore e duas capelas, uma em cada lado do altar-mor: a do Santíssimo Sacramento, com afrescos de Benedito Calixto, e a de Nossa Senhora de Fátima. A grande cúpula completa o conjunto, onde também estão sete vitrais que contam a passagem da vida de Nossa Senhora. A torre da catedral guarda um carrilhão de sete sinos (praça José Bonifácio s/nº - Centro).
Museu de Arte Sacra - O complexo arquitetônico beneditino, composto pela Igreja de Nossa Senhora do Desterro e o antigo Mosteiro de São Bento, é hoje o Museu de Arte Sacra de Santos. Foi inaugurado em 11 de julho de 1981.
O acervo reúne mais de 600 peças sacras e religiosas, de cunho erudito e popular do século XVI ao XX, entre esculturas, pinturas, objetos litúrgicos e indumentárias. Faz parte do acervo a imagem mais antiga do Brasil com autor conhecido: a de Nossa Senhora da Conceição, datada de 1560, de João Gonçalo Fernandes (rua Santa Joana D’Arc, nº795 - sopé do morro São Bento).
Santuário Santo Antônio do Valongo - O Santuário de Santo Antônio do Valongo, de 1640, é umas das primeiras igrejas do país e o segundo conjunto mais antigo de Santos. Em estilo barroco, possui paredes revestidas por murais de azulejos dos anos 1930 e, no altar-mór, um dos poucos tronos rotativos do país, com a Santíssima Trindade de um lado e, do outro, o ostensório para a Adoração Perpétua.
Em 1859, o conjunto do Valongo foi vendido para a construção da estrada de ferro Santos - Jundiaí, a primeira do estado de São Paulo. O claustro foi demolido dois anos depois, dando lugar à Estação do Valongo. Mas não houve força capaz de retirar a imagem de Santo Antônio do altar, fato que, considerado milagre, impediu o desaparecimento da igreja, elevada a Santuário em 1987 (largo Marquês de Monte Alegre, 13, Valongo);
Conjunto do Carmo - Patrimônio histórico desde 1940, o conjunto é um dos maiores símbolos do barroco brasileiro, com duas igrejas unidas por uma torre revestida de azulejos do século XIX. Destaque para o galo de ferro no pináculo, simbolizando a negação de Pedro (praça Barão do Rio Branco, s/nº).
Basílica de Santo Antônio do Embaré - Construída em estilo neogótico, foi inaugurada em 1945 e elevada à basílica em 1952. Abriga afrescos de Pedro Gentili e um impressionante órgão de tubos com 3.800 peças (av. Bartolomeu de Gusmão, 32 – Embaré).
Igreja Nossa Senhora do Rosário - Com origens no século XVIII, serviu como abrigo para escravos fugitivos. Sua arquitetura em mármore e história de resistência e fé fazem dela uma das igrejas mais importantes de Santos (praça Rui Barbosa s/nº, centro histórico).
Santuário Nossa Senhora do Monte Serrat

Construído em 1599, o santuário está associado a um milagre ocorrido durante uma invasão de piratas. Desde 1652 sob cuidados dos beneditinos, foi restaurado em 2011, mantendo seu estilo do século XVIII (caminho Monsenhor Moreira, 33 – Monte Serrat).
Igreja Matriz de São Vicente Mártir
O primeiro prédio a abrigar a igreja matriz foi construído por Martim Afonso de Sousa, em 1532, próximo à praia onde ocorreu a fundação oficial da Vila de São Vicente. A construção foi destruída por um maremoto, que varreu a cidade em 1542.
A segunda sede foi erguida pelo povo em local mais distante do mar, mas foi destruída por piratas que atacaram São Vicente, para saquear o comércio e as casas. Em 1757, a atual igreja foi construída sobre as ruínas da anterior, onde permanece até hoje. Seu nome é uma homenagem a São Vicente Mártir, santo espanhol que deu nome à cidade e hoje é seu padroeiro (praça João Pessoa, s/n - Centro).