Instituto Argonauta registrou quatro ocorrências de baleias mortas, no fim de semana passado, nas praias de Boraceia, Guaecá, Paúba e Picinguaba
Redação
Publicado em 11/07/2024, às 11h45
O fim de semana passado foi marcado pelo atendimento a quatro ocorrências de baleias-jubarte encontradas mortas no litoral norte de São Paulo. As equipes do Instituto Argonauta, atuantes no Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), registraram três carcaças em São Sebastião, nas praias de Guaecá, Paúba e em Boraceia, na divisa com Bertioga. Já em Ubatuba, uma outra carcaça de jubarte foi avistada por pescadores na praia da Picinguaba.
Sobe para 6 número de baleias-jubarte mortas no litoral de SP
— Portal Costa Norte (@costanortenews) July 11, 2024
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Na ocorrência de Ubatuba, a equipe do monitoramento embarcado do PMP-BS chegou a ir ao local informado, mas não conseguiu localizar a baleia avistada. Com esses novos registros, sobe para seis o número de baleias-jubarte encontradas mortas nos últimos meses na região.
O oceanólogo Hugo Gallo Neto, presidente do Instituto Argonauta, destaca que as possíveis causas da mortalidade incluem falta de alimento, doenças, interação com a pesca e colisão com embarcações. Sobre o destino das carcaças, Gallo explica que a melhor alternativa é a técnica de encalhe e acompanhamento de decomposição, quando encontradas em alto-mar.
Quando os animais já estão encalhados na areia, o enterro da carcaça é a opção adequada. Esse procedimento, realizado corretamente, não oferece risco de contaminação às praias e contribui para a saúde do ecossistema local, retornando nutrientes ao ambiente”, esclarece.
Carla Beatriz Barbosa, bióloga e coordenadora do PMP-BS no litoral norte de SP, informou que as carcaças foram registradas e tiveram materiais coletados para futuras análises e pesquisas. Essas informações são essenciais para entender a ocorrência destes animais na região e os fatores que provocaram a mortalidade deles.
As baleias-jubarte são mamíferos marinhos migratórios, que podem atingir 16 metros de comprimento e pesar até 40 toneladas. Anualmente, percorrem grandes distâncias ao longo da costa brasileira, migrando para o nordeste do Brasil, no inverno para reprodução, e retornando aos mares antárticos no verão para se alimentarem.
Recentemente, a jubarte foi retirada da lista de espécies ameaçadas de extinção, segundo anúncio da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Em 1980, década na qual a caça à baleia foi proibida, havia apenas 500 exemplares da espécie. Em 2008, o número subiu para nove mil e, em 2012, para 15 mil. Hoje, a espécie foi reclassificada para "quase ameaçada". Entretanto, os especialistas do Argonauta ressaltam que a conservação dos oceanos é crucial para a manutenção desse status.
Desde 1998, o Instituto Argonauta, em parceria com o Aquário de Ubatuba e outras instituições, atua em ações de sensibilização ambiental sobre o impacto do lixo no mar e na areia, que afeta diretamente a vida marinha. O trabalho contínuo pretende reduzir a mortalidade de animais marinhos e promover a preservação do meio ambiente.
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Fotógrafo flagra salto espetacular de baleia-jubarte no litoral norte de SP