No quadro É Pet?, o veterinário Danilo Sato detalha a origem andina, a necessidade vital de vitamina C e a exótica raça que nasce sem pelo
Redação
Publicado em 30/06/2026, às 09h36
Donos de um assobio característico e conquistadores de corações ao redor do mundo, os porquinhos-da-índia foram o tema central do veterinário e apresentador Danilo Sato, no quadro É Pet?, da TV Cultura Litoral. O profissional desmistificou o passado desses pequenos roedores e trouxe alertas importantes para quem deseja ter um em casa.
Nativos da América do Sul, mais especificamente da Cordilheira dos Andes, esses animais foram domesticados há milhares de anos por povos indígenas de regiões que hoje pertencem ao Peru e à Bolívia.
Com tamanho que varia entre 25 e 30 centímetros de comprimento, esses roedores possuem uma expectativa de vida média entre 7 e 8 anos. O mercado de animais de estimação revela uma enorme diversidade de raças, colorações e tipos de pelagem, incluindo a exótica variedade Skinny (ou Hairless), totalmente sem pelos.
A rotina alimentar do porquinho-da-índia guarda semelhanças com a dos coelhos, exigindo uma alta porcentagem de fibras para o funcionamento correto do organismo. No entanto, existe uma particularidade metabólica que exige atenção redobrada do tutor. A base nutricional do animal deve ser composta por:
Naturalmente sociáveis, os porquinhos-da-índia demonstram um comportamento dócil, embora possam se manifestar assustados ou ariscos durante as primeiras semanas em um ambiente novo. O respeito ao período de adaptação é indispensável.
Caso o tutor opte por abrigar mais de um indivíduo no mesmo recinto, a organização do espaço e a separação por sexo tornam-se barreiras cruciais. Manter machos e fêmeas juntos resulta em uma reprodução ininterrupta e descontrolada, mesmo entre membros da mesma família, fator que desgasta severamente a saúde física das fêmeas.
Assim como os coelhos, esses roedores necessitam de acompanhamento clínico regular. Consultas veterinárias periódicas evitam o desenvolvimento de patologias comuns à espécie, como o crescimento excessivo e doloroso dos dentes, distúrbios gastrointestinais graves e a obesidade decorrente do manejo inadequado.
*Com informações do apresentador e veterinário Danilo Sato, para o quadro É Pet?, da TV Cultura Litoral.