Queda abrupta de umidade acende alerta veterinário contra o risco de úlceras oculares e sufocamento, com perigo redobrado para raças de focinho curto
Redação
Publicado em 14/04/2026, às 12h37
O outono esconde um risco silencioso para cães e gatos, alerta o Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (CRMV-SP). A combinação de ar seco e queda de temperatura transforma as vias respiratórias e os olhos dos pets em alvos fáceis para infecções severas e acidentes clínicos rápidos.
O CRMV-SP destaca que algumas raças em específico, como pugs, bulldogues, shih-tzus e gatos persas lideram a zona de perigo. O focinho achatado dessas raças dificulta a filtragem do ar seco e funciona como um gatilho imediato para a falta de ar.
O dano vai além dos pulmões e atinge a visão de forma agressiva. Ocorre que a ausência de umidade no ar evapora rapidamente a lágrima do animal, consequentemente, o ressecamento abre o caminho para úlcera de córnea.
A veterinária e presidente da Comissão Técnica de Animais de Companhia do CRMV-SP, Sibele Konno, aponta que a defesa exige o uso de colírios com prescrição rigorosa, ou até mesmo a adoção de óculos de proteção.
Nas ruas, o perigo de contágio reside nas aglomerações. O tutor precisa manter distância de praças e creches caso note outro pet no local com tosse ou coriza. A regra de isolamento inclui afastar os cães e os gatos de aves migratórias por causa do risco letal da gripe aviária. A blindagem imune contra o clima exige a aplicação da vacina múltipla (V10 ou V8) e da dose anual contra a gripe canina.
O tutor deve ficar atento aos sinais e, caso note a língua ou as gengivas do pet em um tom arroxeado, deve ir com urgência em busca de atendimento médico veterinário. O sufocamento, a letargia profunda e o ato de esfregar os olhos com desespero fecham a lista de sinais vitais de emergência.
* Com informações do Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulohttps://crmvsp.gov.br/
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