Fotógrafo Rafael Mesquita, especialista em imagens da fauna marinha, fez os flagrantes em Ilhabela; conheça mais sobre as duas espécies
Esther Zancan
Publicado em 30/07/2024, às 09h48 - Atualizado às 10h06
O fotógrafo Rafael Mesquita, especialista em imagens da fauna marinha, realizou mais dois avistamentos fantásticos na semana passada, em Ilhabela, no litoral norte de São Paulo: os de um peixe-lua (Mola mola) e de uma tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea), considerada a maior tartaruga dos oceanos. Veja e se emocione com os dois flagrantes:
Rafael lembrou que o peixe-lua é o maior peixe ósseo que existe, além de ser um dos animais mais curiosos e diferentes existente nos mares. É um peixe que pode passar de duas toneladas e chega a medir mais de três metros de comprimento. Seu nome popular vem do seu formato achatado e redondo, que lembra a Lua. "Mas eu acho que ele se parece com um ravioli", brincou o fotógrafo.
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O peixe-lua não possui escamas, e, sim, uma pele bem grossa. Ele também é o vertebrado mais fértil que se tem conhecimento, pois uma única fêmea da espécie é capaz de produzir 300 milhões de ovos. Sua alimentação consiste, principalmente, de águas vivas, caravelas, peixes pequenos e zooplâncton. Outra característica da espécie é a sua silhueta peculiar. Parece até que ele foi cortado ao meio. Isso torna sua propulsão um tanto lenta, o que o torna uma presa fácil para tubarões.
De acordo com o Oceanário de Lisboa, os peixes-lua passam muito tempo à deriva na superfície. Por esta razão, são facilmente capturados por redes de pesca e vítimas da pesca dirigida a outras espécies.
A tartaruga-de-couro é a maior tartaruga marinha que existe. Rafael conta que só havia visto uma tartaruga dessa espécie em outras duas oportunidades. Essas tartarugas podem ultrapassar os 2,5 metros de comprimento e pesar até 700 quilos. Elas se alimentam principalmente de águas vivas e zooplâncton e possuem a capacidade de mergulhar a profundidades inimagináveis para o ser humano.
Rafael pontuou que essas tartarugas estão classificadas como vulneráveis à extinção; as principais ameaças a elas são a degradação do ambiente marinho, as ações humanas no mar e nos litorais (principalmente emalhe e atropelamentos), a poluição química e física do oceano, poluição luminosa das praias e, como no caso do peixe-lua, a pesca dirigida a outras espécies marinhas, prática também conhecida como bycatch.
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