Termo ‘tarântula’ surgiu na Itália e, com o tempo, passou a ser associado às aranhas de grande porte conhecidas como caranguejeiras
Rhauanny Queiroz
Publicado em 01/08/2026, às 12h50
Muita gente conhece as aranhas de grande porte pelo nome de tarântula, enquanto outras pessoas preferem chamá-las de caranguejeiras. Mas, afinal, existe diferença entre esses nomes?
A confusão tem origem na própria história da nomenclatura. A palavra tarântula surgiu em referência à cidade de Tarento, na Itália, onde esse tipo de aranha era encontrado com frequência. Com o passar do tempo, o nome passou a ser utilizado para identificar diferentes espécies de aranhas de grande porte.
No Brasil, essas aranhas são popularmente conhecidas como caranguejeiras e pertencem à família Theraphosidae.
A primeira espécie a receber o nome de tarântula foi a Lycosa tarântula, uma aranha nativa da região do Mediterrâneo.
Posteriormente, o termo passou a ser utilizado para identificar outras aranhas grandes, o que explica por que muitas pessoas usam a palavra "tarântula" para se referir às caranguejeiras.
As caranguejeiras chamam a atenção principalmente pelo tamanho. Dependendo da espécie, podem medir entre 20 e 30 centímetros de comprimento.
Outra característica marcante é o corpo coberto por pelos. Esses pelos funcionam como um mecanismo de defesa, já que algumas cerdas podem se desprender e penetrar na pele de possíveis predadores.
Como outros aracnídeos, elas possuem oito patas, além de estruturas especializadas utilizadas para capturar presas e injetar veneno.
As caranguejeiras são encontradas em regiões áridas, tropicais e subtropicais da Ásia, Américas, África e Oriente Médio.
No Brasil, uma das espécies mais conhecidas é a caranguejeira-rosa-salmão-brasileira (Lasiodora parahybana), encontrada na região Nordeste e considerada a segunda maior caranguejeira do mundo.
Já a maior espécie conhecida é a Theraphosa blondi, também chamada de aranha-golias-comedora-de-pássaros. Ela ocorre principalmente na Amazônia e também pode ser encontrada na Guiana, no Suriname e na Venezuela.
Em geral, as caranguejeiras vivem em tocas subterrâneas próximas a raízes e pedras, embora algumas espécies tenham hábitos arborícolas.
Essas aranhas costumam permanecer próximas ao abrigo e localizam as presas por meio das vibrações do solo.
Outro aspecto curioso é a expectativa de vida. As fêmeas podem viver até 20 anos, enquanto os machos normalmente vivem cerca de sete anos, morrendo após o período reprodutivo.
Além de viverem na natureza, algumas espécies também são criadas como animais de estimação, desde que mantenham um ambiente adequado às suas necessidades.