TERIA UMA?

Caranguejeira de estimação: saiba como comprar e criar a aranha em casa

Veterinário Danilo Sato detalha as diferenças entre as espécies autorizadas para venda e alerta para os cuidados com o terrário


Redação
Publicado em 28/07/2026, às 16h21

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Caranguejeira de estimação: saiba como comprar e criar a aranha em casa
Animal possui veneno fraco para humanos, mas solta pelos que causam forte irritação na pele - R. Bertani/Wikimedia Commons


Ter uma caranguejeira em casa parece cena de filme de terror, para muitas pessoas, mas o aracnídeo conquistou espaço como animal de estimação. O médico-veterinário Danilo Sato, apresentador do quadro "É Pet", da TV Cultura Litoral, explicou como funciona a criação legalizada do bicho no Brasil.

Atualmente, o país possui apenas um criatório autorizado a comercializar as aranhas. Os interessados encontram duas espécies disponíveis: a Avicularia avicularia (conhecida como tarântula de dedos rosa) e a Lasiodora parahybana (tarântula rosa salmão brasileira).

O especialista esclarece que a lasiodora possui hábitos terrícolas e exige um terrário com substrato no chão. Por outro lado, a avicularia tem característica arborícola, o que torna obrigatório o uso de galhos e tocas altas na estrutura. A alimentação de ambas inclui insetos e, dependendo do tamanho, até pequenos roedores e aves.



Diferenças e cuidados

Um detalhe curioso envolve a expectativa de vida e a venda dos animais. As fêmeas vivem até 20 anos, enquanto os machos não passam de cinco anos. Por esse motivo, o comércio disponibiliza apenas fêmeas no momento.

A identificação do sexo ocorre por meio da troca de pele, chamada de exúvia, ou na fase adulta. As fêmeas desenvolvem o abdômen muito maior que o cefalotórax. Já os machos apresentam pedipalpos, que funcionam como pequenas "luvas" nas patas dianteiras para armazenar os espermatozoides.

Sato tranquiliza os futuros tutores em relação ao perigo do bicho. A aranha possui veneno, mas a substância age de forma eficaz apenas contra as presas. O grande alerta fica por conta do mecanismo de defesa. O animal solta pelos do abdômen que causam forte coceira. O veterinário recomenda cuidado e atenção redobrada ao manusear a espécie para evitar irritações alérgicas.



*Com informações do apresentador e veterinário Danilo Sato, para o quadro É Pet?, da TV Cultura Litoral.

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