Venda legalizada no país restringe-se a duas tarântulas; fêmeas podem viver até 20 anos e demandam terrários adaptados

A criação de caranguejeiras como animais de estimação já é uma realidade regulamentada no Brasil. No quadro É Pet?, exibido pela TV Cultura Litoral, o apresentador e veterinário Danilo Sato revelou que o comércio desses animais ocorre de forma restrita, com apenas um criatório autorizado até o momento, para comercializar as tarântulas no país.
Atualmente, o mercado disponibiliza apenas duas espécies para os tutores interessados. A primeira é a Avicularia avicularia, conhecida popularmente como tarântula de dedos rosa. A segunda opção é a Lasiodora parahybana, chamada de tarântula rosa salmão brasileira.
As duas espécies apresentam comportamentos distintos, o que influencia diretamente na montagem do ambiente doméstico. O apresentador Danilo Sato explica que a tarântula rosa salmão possui hábitos terrícolas e vive concentrada no substrato do próprio terrário.
Por outro lado, a tarântula de dedos rosa tem hábitos arborícolas. Essa característica exige uma estrutura diferente por parte do tutor, com a inclusão de muitos galhos, troncos e tocas posicionadas em pontos mais altos. De forma geral, o espaço necessário para a criação é simples e demanda apenas um terrário pequeno.
A rotina alimentar desses animais baseia-se no consumo de insetos. Dependendo da espécie, a dieta pode incluir pequenos animais, como roedores e pequenas aves, de forma ocasional.
Uma das principais curiosidades do manejo envolve a diferenciação entre machos e fêmeas. A identificação do sexo ocorre por meio da análise da exúvia, que é a pele trocada pela caranguejeira quando ela ainda é jovem. Outra alternativa para descobrir o sexo baseia-se em esperar a maturidade sexual do animal.
O apresentador Danilo Sato detalha as características físicas de cada sexo no quadro 'É Pet?':
A fêmea tende a ter o abdômen muito maior do que o cefalotórax. Já o macho possui o que chamamos de pedipalpos, que são pequenas luvinhas nas patas da frente da cabeça, onde eles armazenam os espermatozoides."
A longevidade varia de forma expressiva entre os sexos. As fêmeas podem viver até 20 anos, motivo pelo qual o comércio legal disponibiliza apenas exemplares fêmeas, por enquanto. Já os machos têm uma expectativa de vida menor, que gira em torno de 4 a 5 anos.
Em relação à segurança, as caranguejeiras possuem veneno, porém a substância é eficaz prioritariamente contra as suas presas. O principal mecanismo de defesa contra ameaças externas ocorre por meio da liberação de pelos do abdômen. Esses pelos possuem ação urticante e provocam coceira intensa na pele, o que exige atenção e cuidado durante o manejo do animal.