Cães terapeutas da GCM santista vestiram gorrinho de Papai Noel e visitaram pacientes do Complexo Hospitalar da Zona Noroeste
Redação
Publicado em 26/12/2024, às 10h50
Os cães da Guarda Municipal de Santos (GCM) entraram no espírito de Natal e, com gorrinhos de Papai Noel, visitaram pacientes internados em hospitais da cidade, na semana passada. O pequeno Bryan, que estava prestes a comemorar seu primeiro aniversário, foi um dos que receberam a visita dos cães terapeutas. Ele está internado no Complexo Hospitalar da Zona Noroeste (CHZNO).
Bastante atento, em um primeiro momento o menino chorou e encolheu-se de medo no colo da mãe, Emilly Cristina Figueiredo, quando o border collie Ozzy se aproximou. Aos poucos, conforme os outros cães foram apresentados, acalmou-se. Ele observou o pastor belga malinois Hórus respondendo a alguns comandos do tutor e sendo recompensado com ração.
Quando o último cão entrou no quarto, o goldendoodle Luke, Bryan estava um pouco mais à vontade e foi possível encostar a patinha do animal em sua mãozinha. “Ele não convive com cão, então fica com um pouco de medo. Eu gostei de ver os cães treinados, quebrou a nossa rotina aqui no hospital”, afirmou a mãe de Bryan.
Além da pediatria, os cães percorreram as enfermarias dos setores vascular e clínica médica vestindo gorro de Papai Noel, o que atraía a curiosidade de todos. Com celular em mãos, pacientes e seus acompanhantes não perderam tempo em registrar o momento.
A doméstica Gecina Alves dos Santos, que está prestes a receber alta, ficou entusiasmada com a visita. Ela lembrou-se da cadela boxer que vive na casa onde trabalha, por quem sente muita estima e garante que o carinho é mútuo. “Essa visita foi muito especial. Desde criança, sempre tive bichinho em casa. Gosto muito deles e não faço distinção por raça. Simplesmente amo”, disse Gecina.
A cinoterapia ou TAA (Terapia Assistida por Animais) é um método que utiliza cães e outros animais em complemento a tratamentos tradicionais já realizados com pacientes. O método é aplicado para garantir que o tratamento ocorra de maneira leve e promova o bem-estar dos pacientes. O contato com o animal estimula as funções motoras, desenvolve a fala, melhora a socialização, aumenta a confiança e a autoestima.
A visita é apenas para pacientes que aceitam a presença dos cães em seus quartos. “Temos um protocolo sempre que há visitas agendadas nos hospitais. Costumamos fazê-las no período da tarde para realizarmos a higienização dos cães pela manhã. É importante lembrar que eles foram treinados para esse tipo de ação, são vacinados e vermifugados”, explicou Nizete Maurício dos Santos, guarda civil tutora de Ozzy.
“A maioria dos pacientes aceita a aproximação. É um momento muito prazeroso e os cães têm uma sensibilidade aguçada, principalmente com crianças. Dão bastante atenção a elas”, complementou a guarda.
A chefe da Seção de Enfermagem do CHZNO, Graziela de Paula Povrezan, enfatizou. “As visitas melhoram o dia de todos: funcionários, pacientes e acompanhantes. O ambiente fica mais positivo e as pessoas mais alegres e tranquilas. Os pacientes se sentem acolhidos de uma outra forma. Temos casos até de pessoas que se levantaram do leito e pediram para andar com o cão pelo corredor”, relembrou.
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