Qualidade das praias de SP melhora e, de 175 monitoradas, apenas 29 estão impróprias

No litoral norte, pior situação é a de Ubatuba, com oito praias impróprias; na Baixada Santista, Praia Grande tem seis praias com bandeira vermelha

Esther Zancan
Publicado em 29/05/2025, às 14h52

Prainha de Fora, na ilha Anchieta, em Ubatuba, está com bandeira vermelha - Prefeitura de Ubatuba


O boletim de qualidade das praias de São Paulo, divulgado pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) nesta quinta-feira (29) aponta que a balneabilidade melhorou, em comparação com a semana passada. Das 175 praias monitoradas,  29 estão com bandeira vermelha, o que significa que estão impróprias para o banho. No boletim anterior, divulgado em 22 de maio, 39 praias não eram recomendadas para o banho. Confira quais são as praias que estão com bandeira vermelha em cada cidade.

Litoral norte

Baixada Santista e litoral sul

Praia do Gonzaguinha, em São Vicente, é uma das que estão impróprias na Baixada Santista - Esther Zancan

 

Análises e recomendações

A Cetesb realiza a coleta de amostras de água em diversos pontos da costa paulista, seguindo os critérios definidos pela Resolução nº 274/00 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Segundo Claudia Lamparelli, gerente da divisão de águas litorâneas da Cetesb, o objetivo principal do programa é monitorar a qualidade das praias do estado, permitindo que a população escolha locais seguros para frequentar.



Semanalmente, são realizadas análises para verificar a densidade de bactérias fecais, como enterococos, nas amostras de água coletadas durante cinco semanas consecutivas. Além dessas bactérias, fatores como a presença de óleo, maré vermelha, floração de algas tóxicas e surtos de doenças transmitidas pela água também podem comprometer a qualidade da praia, tornando-a imprópria para banho.

A Cetesb alerta que o banho de mar deve ser evitado até 24 horas após chuvas. Também não é recomendável nadar em canais, córregos e rios que desembocam no oceano, nem ingerir água do mar. Crianças, idosos e pessoas com imunidade reduzida são mais vulneráveis a doenças e infecções ao entrar em contato com águas contaminadas. Além da gastroenterite, podem ocorrer infecções nos olhos, ouvidos, nariz e garganta.

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