Vítima de 58 anos levou a serpente viva, dentro de uma sacola, para unidade de saúde em Guarujá; biólogo Henrique faz alerta sobre cuidados pós-picada
Lenildo Silva
Publicado em 22/08/2024, às 09h12 - Atualizado às 09h51
Um homem de 58 anos surpreendeu os funcionários da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Perequê, em Guarujá, no litoral de São Paulo, ao chegar ao local com uma cobra da espécie jararaca (Bothrops jararaca), dentro de uma sacola plástica. Ele foi picado pela serpente e a levou para identificação.
Picado por jararaca, homem leva serpente à UPA e surpreende equipe médica
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O caso aconteceu no dia 5 de agosto e, segundo relato do homem, ele foi picado na mão direita, enquanto tentava remover a cobra, que estava em seu local de trabalho. Sem saber a espécie do animal, ele decidiu levá-lo à UPA, para que a identificação fosse feita de forma correta.
O paciente precisou ser encaminhado para atendimento especializado no Hospital Santo Amaro (HSA). À reportagem, o HSA informou que a vítima da picada foi prontamente atendida pela equipe especializada, tomou soro, ficou internado para controle de função renal, o que é de praxe nessa situação, e já recebeu alta médica.
Por meio de nota, a prefeitura de Guarujá informou que a jararaca foi recolhida por uma equipe do Grupamento de Defesa Ambiental (GDA) da Guarda Civil Municipal (GCM) e levada para o morro da Barra, na região de Santa Cruz dos Navegantes, onde foi solta em seu habitat.
O biólogo Henrique Charles, conhecido como "Biólogo das Cobras", orienta que, em caso de picada de serpente, não é necessário levar o animal ao hospital. A recomendação é lavar a área afetada com água e sabão, se possível, e ligar imediatamente para o Samu, para ser encaminhado ao hospital. Não se deve fazer cortes, torniquetes ou tentar tirar o veneno, pois isso aumenta o risco de agravar a situação.
Ele também sugere que, se possível, a cobra seja filmada de uma distância segura, já que, muitas vezes, o animal pode dar um bote seco apenas para se defender. “Os hospitais possuem os recursos necessários para identificar a serpente através de exames clínicos, o que torna desnecessário o transporte do animal até a unidade de saúde” disse o biólogo à reportagem.
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