Chuva de meteoros Perseidas atinge atividade máxima nesta semana; veja onde será mais visível

Perseidas resultam dos detritos do cometa Swift-Tuttle, que passou perto do nosso planeta pela última vez em 1992; veja o porquê do nome

Redação
Publicado em 11/08/2025, às 07h53

Para observar as chuvas de meteoros é necessário estar em um local com baixa poluição luminosa - Imagem ilustrativa/Pexels


Nesta semana, a chuva de meteoros Perseidas atingirá sua máxima atividade, nas noites de 12 a 13 de agosto, oferecendo condições de visualização razoáveis para quem está, principalmente, na região Norte do Brasil. No entanto, no Hemisfério Sul, a observação será um tanto limitada sobretudo por causa da Lua, de acordo com o Observatório Nacional.

Segundo o astrônomo Dr. Marcelo De Cicco, coordenador do Projeto Exoss (iniciativa brasileira de ciência cidadã focada no estudo de meteoros e bólidos), parceiro do Observatório Nacional, a chuva de meteoros Perseidas é visível anualmente de meados de julho até o final de agosto, com duração de 17 de julho a 23 de agosto.

Na noite do pico da chuva, a Lua estará 84% cheia, comprometendo a observação da chuva no momento da atividade máxima. Assim, apenas os meteoros mais brilhantes serão vistos.



É importante notar que não há horário definido de pico, e que a melhor hora de observação será durante a madrugada, a partir das 3 da manhã, aproximadamente, dependendo da região, quanto mais ao Sul mais tarde será a visibilidade, mas a Lua irá atrapalhar a visualização”, explicou de Cicco.

A chuva de meteoros Perseidas é particularmente favorável para observadores do Hemisfério Norte. Em seu pico, sob condições ideais, os observadores podem esperar ver de 50 a 75 meteoros por hora. Segundo De Cicco, a chuva de meteoros Perseidas é talvez a mais popular devido à sua atividade durante os meses de verão no Hemisfério Norte, quando as condições climáticas são mais favoráveis para a observação das "estrelas cadentes".

Composta de pequenos detritos espaciais do cometa Swift-Tuttle, as Perseidas são amplamente procuradas por astrônomos e observadores.

Cometa Swift-Tuttle

As Perseidas resultam da passagem da Terra através dos detritos deixados pelo cometa Swift-Tuttle, que passou perto do nosso planeta pela última vez em 1992. A chuva atinge seu pico em meados de agosto, quando a Terra atravessa a parte mais densa e empoeirada desses detritos.



O cometa Swift-Tuttle, responsável pelos detritos que originam as Perseidas, foi descoberto independentemente pelos astrônomos Lewis Swift e Horace Tuttle em 1862. Quando passou pela Terra pela última vez, em 1992, era muito fraco para ser visto a olho nu. A próxima passagem, prevista para 2126, poderá torná-lo visível a olho nu.

O radiante (local de onde os meteoros parecem surgir) das Perseidas está localizado na constelação de Perseu. Embora a chuva de meteoros leve o nome da constelação de onde parece irradiar, a constelação não é a fonte dos meteoros. 

Meteoros são fenômenos que ocorrem com a entrada de meteoroides na atmosfera da Terra - Imagem ilustrativa/Unsplash

 



Como observar as chuvas de meteoros?

Para tentar observar as chuvas de meteoros é necessário estar em um local com baixa poluição luminosa. Recomenda-se que o observador procure um local escuro, se possível afastado das grandes cidades, para evitar a poluição luminosa. Além disso, deve-se apagar as luzes em volta e é imprescindível que o tempo esteja bom.

O que são chuvas de meteoros?

As chuvas de meteoros são fenômenos dos mais apreciados pelos amantes da astronomia. Os meteoros são fenômenos luminosos atmosféricos provocados pela entrada de meteoroides em altíssima velocidade na atmosfera da Terra. Os meteoroides são fragmentos de cometas ou de asteroides que ficam à deriva no espaço.

Conforme a rocha espacial cai em direção à Terra, a resistência do ar, atuando no meteoroide, ocasiona a ablação (“queima”), formando um “rastro” brilhante. Quando a Terra encontra muitos meteoroides ao mesmo tempo, temos uma chuva de meteoros. Esse fenômeno ocorre quando nosso planeta passa pelas zonas de detritos deixadas pelos cometas.



Os meteoroides são geralmente pequenos, desde partículas de poeira até pedregulhos. Eles quase sempre são pequenos o suficiente para queimar rapidamente na atmosfera.

Do ponto de vista científico, o estudo das chuvas de meteoros permite estimar a quantidade e período de maior penetração de detritos na Terra. A partir disso, as missões espaciais e centros de controle de satélites podem elaborar meios de proteção de suas naves e equipamentos.

Outro ponto a considerar tem relação com o estudo da formação do Sistema Solar. Por meio da pesquisa das propriedades dos meteoros, pode-se aferir as características dos cometas.



Com informações de Observatório Nacional

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