Espécie vive nas águas quentes dos mares tropicais e existe em praticamente todo o globo; no Brasil, é avistada especificamente na região Sudeste

Conhecida por fazer parte da rota migratória de baleias e golfinhos, Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, também tem sido visitada, com cada vez mais frequência, pelo que é considerado o maior peixe do mundo: o gigante tubarão-baleia.
Somente em junho de 2025, foram mais de 20 avistamentos de indivíduos da espécie na cidade-arquipélago. O que muitos não sabem é que, apesar de todo o seu tamanho, o tubarão-baleia é inofensivo aos seres humanos e não possui dentes perfurantes; o seu nado uma das formas de deslocamentos mais suaves dos oceanos.
Os tubarões-baleia vivem nas águas quentes dos mares tropicais, com temperaturas entre 21ºC e 31ºC. Por esse motivo, a espécie existe em praticamente todo o globo, com exceção do Mar Mediterrâneo. Como estão constantemente em movimento à procura de alimentos, eles também podem ser avistados no Brasil, mais especificamente, na região Sudeste, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Em Ilhabela, os avistamentos são facilitados por causa do Canal de São Sebastião, que liga o município ao continente e que serve como atalho para os animais marinhos.
Apesar do tamanho, os tubarões-baleia são inofensivos aos seres humanos e até mesmo o seu nado é suave, sem movimentos bruscos. Mas a recíproca não é verdadeira, pois nós, os humanos, somos, sim, um perigo à espécie. Um exemplo disso é que, até os dias atuais, ainda existe a pesca da espécie na Ásia, onde a carne do tubarão-baleia é considerada uma iguaria pela sua maciez, além de todos os impactos climáticos que o ser humano causa no ambiente marinho.

A espécie se alimenta por meio da filtração e ingestão de presas planctônicas microscópicas, assim como animais maiores, como pequenos crustáceos, peixes em cardumes, ovas de peixes e ocasionalmente até lulas. Estima-se que um tubarão-baleia juvenil coma aproximadamente 21 quilos de plâncton por dia.
A espécie pode chegar a 19 metros de comprimento. Em sua maturidade sexual, os tubarões-baleias machos têm entre 8,5 e 9 metros de comprimento. Já as fêmeas podem ter de 12 a 15 metros e há relatos de indivíduos com até 19 metros. Outra curiosidade da espécie é que eles podem viver mais de cem anos. Estudos de acompanhamento da espécie indicam que os tubarões-baleia possuem expectativa de vida entre 80 e 130 anos.
Os tubarões-baleia estão listados como ameaçados de extinção na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Entre os riscos enfrentados pela espécie estão as colisões com embarcações, captura acidental, pesca, remoção de barbatanas para fins decorativos e mudanças climáticas.
Segundo a IUCN, os tubarões-baleia têm uma taxa de recuperação de 29%, o que representa aproximadamente um terço do caminho para a recuperação total. No dia 30 de agosto, comemora-se o Dia Mundial do Tubarão-baleia. A data visa conscientizar sobre a importância da preservação dessa espécie ameaçada e destacar os desafios que enfrenta, como a pesca ilegal e a degradação de seus habitats.