Khalil al-Hayya diz que recebeu garantias de mediadores quanto a um cessar-fogo permanente, mas ratificação por Israel segue pendente
Redação
Publicado em 09/10/2025, às 18h53
Khalil al-Hayya, líder ligado ao Hamas, declarou nas redes sociais, na quinta-feira (9), que o conflito em Gaza chegou ao fim, após a obtenção de garantias de mediadores internacionais como os EUA, Egito e Turquia. A fala foi feita em pronunciamento que teve repercussão global.
Segundo ele, o acordo inclui promessas de cessar-fogo permanente e retirada parcial de tropas israelenses. Ele afirmou que recebeu confirmação de que os termos serão implementados em tempo integral.
Apesar da declaração do Hamas, o governo de Israel ainda não ratificou oficialmente o pacto. A falta de confirmação por parte do Estado israelense mantém incertezas sobre a aplicabilidade imediata do acordo.
A eventual ratificação em Israel deve desencadear a troca de prisioneiros e a liberação de reféns. Segundo o acordo preliminar, o Hamas libertará 48 reféns, enquanto Israel liberará centenas de prisioneiros palestinos.
A guerra entre Israel e o Hamas teve início em 7 de outubro de 2023, dia em que o grupo terrorista lançou um ataque surpresa contra territórios israelenses, que resultou em mais de 1.200 mortos em Israel, segundo autoridades israelenses.
Desde então, o conflito escalou para um confronto prolongado em Gaza, e até abril de 2025 os registros oficiais apontavam mais de 52 mil mortes, que somam cerca de 50.810 palestinos, entre mulheres e crianças, e 1.706 israelenses.
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