Greve dos trabalhadores da limpeza urbana e coleta de lixo chega ao fim e serviços são retomados

Paralisação que afetou cidades da Baixada Santista chega ao fim após decisão judicial; limpeza urbana volta com até 100% do efetivo em alguns municípios

Rhauanny Queiroz
Publicado em 17/03/2026, às 14h40

Serviços de limpeza urbana e coleta de lixo foram retomados após acordo mediado pela Justiça do Trabalho - Divulgação/Siemaco


A greve dos trabalhadores da limpeza urbana e coleta de lixo, que atingiu seis cidades da Baixada Santista, foi encerrada e os serviços começaram a ser retomados na região.

Paralisação começou na segunda-feira (16) e envolveu cerca de três mil profissionais, com interrupção total das atividades nos municípios Santos, São Vicente, Guarujá, Praia Grande, Cubatão e Bertioga.

Greve foi motivada por divergências entre o sindicato e as empresas responsáveis pelos serviços, Terracom Construções, Terra Santos Ambiental e o Consórcio PG Eco Ambiental, em relação aos valores pagos no Programa de Participação nos Resultados (PPR), referentes ao ano-base de 2025.



Segundo o Siemaco Baixada Santista, os trabalhadores contestavam valores recebidos, considerados abaixo do esperado, além de apontarem falta de clareza nos critérios de cálculo das metas e dos pagamentos.

Retomada dos serviços após decisão judicial

De acordo com as empresas, a retomada ocorreu após audiência realizada na noite de segunda-feira (16), com participação do sindicato. Na ocasião, ficou definido que seriam feitas assembleias com os trabalhadores para garantir o retorno das atividades essenciais, com mínimo de 70% do efetivo em operação.

A medida segue determinação da Justiça do Trabalho, que reconheceu a essencialidade dos serviços de limpeza urbana e a necessidade de manutenção das atividades em benefício da população.



Após as assembleias, os serviços foram restabelecidos com diferentes níveis de operação nas cidades:

Empresas defendem pagamento do PPR

Em nota, as empresas informaram que os valores do PPR foram apurados e pagos conforme os critérios definidos em acordo coletivo de trabalho, com base em metas previamente estabelecidas e conhecidas pela categoria.

O grupo também afirmou que permanece à disposição da Justiça do Trabalho e do sindicato para prestar esclarecimentos e dar continuidade às negociações.



Nova audiência foi marcada para sexta-feira (20). Até lá, os serviços seguem conforme determinação judicial.

As empresas reiteraram o compromisso com a continuidade dos serviços essenciais, a transparência nas relações de trabalho e o atendimento à população das cidades atendidas.

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