Fim da autoescola obrigatória: Contran aprova medida que pode reduzir custo da CNH em 80%

Resolução aprovada nesta segunda-feira (1º) permite estudo teórico on-line gratuito e aulas práticas com instrutores independentes; foco passa a ser avaliação

Redação
Publicado em 01/12/2025, às 15h53

Processo poderá ser aberto pelo celular via carteira digital - Marcello Casal Jr/Agência Brasil


O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou, nesta segunda-feira (1º), a resolução que altera o processo de obtenção da carteira nacional de habilitação (CNH). A principal mudança é o fim da obrigatoriedade de frequentar aulas em autoescolas, para preparação dos exames teórico e prático.

Com a nova regra, a estimativa é que o custo para tirar o documento, que, atualmente, chega a R$ 5 mil, possa cair em até 80%. A medida foi aprovada por unanimidade após consulta pública e entrará em vigor assim que for publicada no Diário Oficial da União.

O que muda na prática

A resolução visa desburocratizar o sistema, permitindo que o candidato escolha como deseja se preparar, embora os exames (teórico e prático) continuem obrigatórios.



Confira as principais alterações:

Inclusão e modelo internacional

Segundo o Ministério dos Transportes, o objetivo é tornar a CNH acessível, especialmente nas categorias A (motos) e B (veículos de passeio). Dados oficiais apontam que 20 milhões de brasileiros dirigem sem habilitação, e outros 30 milhões poderiam ter o documento, mas não possuem.

O ministro dos Transportes, Renan Filho, argumenta que baratear o processo é uma política de inclusão produtiva, pois a habilitação gera trabalho e renda. Ele destacou que o novo formato se alinha a práticas globais.



O novo modelo segue padrões internacionais adotados por países como Estados Unidos, Reino Unido e Canadá, onde o foco é a avaliação, não a quantidade de aulas", explicou o ministro.

A resolução também prevê a facilitação dos processos para as categorias C (caminhões), D (ônibus) e E (carretas), visando tornar a formação mais ágil.

* Com informações de Andreia Verdélio, da Agência Brasil



Leia também

Imóveis em leilão podem repassar dívidas ao comprador, alerta advogado


Obra de transposição do Itapanhaú é antecipada em meio à seca; projeto aprovado em 2016 custou R$ 300 milhões