Foi protocolada, no fórum da cidade, notificação ao Ministério Público a qual solicita abertura de inquérito civil para investigar a falta d'água
Matheus Alves
Publicado em 12/09/2024, às 14h35
Foi protocolada, no fórum de Bertioga, notificação ao Ministério Público (MP) na qual a prefeitura de Bertioga, no litoral de São Paulo, solicita abertura de inquérito civil para investigar a crise hídrica e solicitar a suspensão das contas de água para os residentes das áreas afetadas pela falta de abastecimento.
O prefeito da cidade, Caio Matheus, divulgou a medida em sua rede social, na quarta-feira (11). O objetivo é garantir que os moradores não sejam cobrados por um serviço que não está sendo adequadamente fornecido.
Em entrevista concedida ao programa Café com Zaidan, da TV Cultura Litoral, Caio Matheus afirmou: “Não é justo o morador pagar por algo que não estão usando. A água não chega na casa, mas a cobrança chega sem atraso”. O programa vai ao ar na próxima segunda-feira (16), às 9 horas.
Ainda durante o programa, o prefeito informou que a partir da próxima semana, uma interligação provisória entre os sistemas de abastecimento de água Itapanhaú e Furnas-Pelaes será iniciada na cidade de Bertioga.
O projeto envolve a instalação de um duto de 4km para transferir água do sistema Itapanhaú, que tem sobra, para o sistema Furnas-Pelaes, que enfrenta escassez. A previsão é que a medida comece a aliviar a falta de água em aproximadamente 15 a 20 dias. Enquanto a solução definitiva ainda está em desenvolvimento, a interligação provisória visa mitigar o problema até que a obra final seja concluída.
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A Sabesp, responsável pelo abastecimento, já enfrenta multas significativas por problemas semelhantes, somando quase meio milhão de reais. Como uma das ações para amenizar os impactos da crise hídrica, a prefeitura disponibiliza caminhões-pipa para atender as casas afetadas pela falta d’água.
Após autuar a Sabesp em R$ 162 mil, pelo desabastecimento, e continuar sem uma solução, o prefeito de Bertioga Caio Matheus também publicou, no perfil do Instagram, a ida até o escritório da Sabesp em São Paulo para cobrar medidas que possam amenizar a falta de água no município. Ele se reuniu com o diretor de Operação e Manutenção, Roberval Tavares de Souza e a superintendente da Sabesp na Baixada Santista, Olívia Mendonça.
Decidiu-se, no encontro, o aumento dos caminhões-pipa para abastecimento na área central, abastecido pelo sistema Furnas/Pelaes, e mais outras duas ações anunciadas pelo prefeito: a interligação do sistema Itapanhaú com o Furnas/Pelaes, para aumentar a vazão atualmente em baixa entre a região, que compreende os bairros Veleiros e Rio da Praia e, a curto e médio prazos, a implantação de um novo sistema, de ultrafiltração para osmose reversa.
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