Ilhas dentro da ilha: os segredos insulares de Santos

Quatro ilhas revelam os contrastes entre áreas portuárias, natureza e tradições caiçaras dentro do território santista

Redação
Publicado em 28/10/2025, às 10h22

Ilha de Urubuqueçaba, em frente à praia do José Menino - Esther Zancan


Que a cidade de Santos, no litoral de São Paulo, está localizada em uma ilha (ilha de São Vicente), provavelmente você já sabia. Mas, a verdade é que existem quatro outras ilhas dentro de Santos.

Uma delas é a ilha Barnabé, sem habitantes, situada na área continental, que concentra terminais de produtos químicos e combustíveis ligados à atividade portuária.

Outra ilha também sem habitantes é a Urubuqueçaba, aquela em frente à praia do José Menino e do emissário submarino. Seu nome é de origem tupi e significa ‘pouso de urubus’. Ela não é aberta à visitação, mas, quando a maré baixa, é possível chegar bem pertinho. 



Já a ilha de Bagres, também na área continental de Santos, é um bairro composto por ilhotas adjacentes sem moradores, reservada para atividades portuárias e retroportuárias.

Por fim, temos a ilha Diana, também localizada na área continental, e a cerca de oito quilômetros do centro de Santos; trata-se de um dos lugares mais caiçaras da cidade e lar de uma pequena comunidade de pescadores. Atualmente, conta  com 177 habitantes e 63 domicílios, com acesso exclusivamente de barco.

Com casas de madeira e tradições preservadas, a comunidade vive principalmente da pesca, e tem no futebol e nas festas locais seus principais momentos de lazer. O evento mais importante ocorre no início de agosto, durante a festa de Bom Jesus, marcada por missa, procissão marítima e fartura de frutos do mar.



Reconhecida como Zona de Preservação desde 1999, a ilha abriga ecossistemas de manguezal e rica biodiversidade, com espécies como garças, guarás, siris, caranguejos, robalos e tainhas. A vegetação é formada por mangues, palmeiras e árvores frutíferas.

A ocupação teve início na década de 1930, quando famílias desalojadas da região de Vicente de Carvalho se instalaram no local. As casas, erguidas sobre pilares para evitar a invasão da maré, refletem o modo de vida tradicional.

Com informações de Fundação Arquivo e Memória de Santos



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