Jefferson Santana da Silva foi achado por bombeiros já em estado de decomposição; ele estava flutuando há cerca de duas milhas no mar aberto
Rebeca Freitas
Publicado em 07/11/2023, às 17h07
Jefferson Santana da Silva estava no auge de seus 27 anos quando sofreu um acidente na Pedra Selada, em Bertioga, e desapareceu no mar na tarde de domingo, 22 de outubro de 2023. O rapaz baiano seguiu desaparecido durante 15 dias, até que um corpo apareceu em estado de decomposição em Ilhabela na manhã de ontem (6).
O rapaz de cor parda, cabelos pretos e altura de 1,75 atuava como servente de pedreiro na Riviera de São Lourenço e, no momento do acidente, estava a passeio no cenário natural bertioguense junto a um grupo composto por dez amigos. Em questão de segundos, Jefferson escorregou, bateu a cabeça e, com um sangramento, foi arrastado pelo mar. Na data do acidente, ele trajava camiseta cinza e bermuda jeans.
Conforme o boletim de ocorrência registrado na Delegacia de Polícia de Ilhabela, o Grupamento de Bombeiros Marítimo encontrou um corpo masculino trajando uma bermuda jeans. Ele tinha no pulso esquerdo uma pulseira metálica tipo correntinha. Ainda conforme o documento, o corpo estava com ossos aparentes em diversas partes, principalmente na face, que se encontrava totalmente esqueletizada, não sendo possível um reconhecimento pessoal por feição.
Segundo o B.O, o corpo estava flutuando há cerca de duas milhas no mar aberto, possivelmente sendo trazido por uma corrente marítima oriunda do litoral sul. Os bombeiros resgataram o cadáver e o trouxeram até o píer flutuante da balsa de Ilhabela, onde acionaram o policiamento.
Conforme o tenente do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMAR), Guilherme Vegse já havia apontado em entrevista ao Portal Costa Norte, a situação, na qual um corpo permanece desaparecido por muito tempo em alto mar, não é rara. Relembre:
“Infelizmente há casos do corpo aparecer muito tempo depois, ele pode passar muito tempo navegando longe. Para se ter ideia, a população pescadora ribeirinha já encontrou um corpo na ilha Montão de Trigo, há mais de 30 km da costa, então pode ser que [o corpo de Jefferson] apareça nos próximos dias, e pode ser que não, porque quando se trata da fisiologia do corpo da pessoa, nós estamos envolvendo alguns dados que mudam muito, como a densidade, a temperatura da água influencia, se ficou preso, se não ficou preso, a correnteza, a direção de corrente, então são variáveis que não têm como a gente prever o resultado”, determina.
O Portal Costa Norte entrou em contato com o IML para verificar se a família de Jefferson já fez o reconhecimento do rapaz, mas não recebeu retorno até o momento de publicação desta matéria. A equipe de jornalismo segue acompanhando o caso.
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