Desastres ambientais podem ocorrer em cidades da Baixada Santista

Levantamento do governo federal mapeou o tipo de risco nas cidades, o número de pessoas suscetíveis a desastres e possíveis medidas de controle

Redação
Publicado em 21/05/2024, às 10h43

Guarujá foi mapeado com risco de deslizamentos e enxurradas - Reprodução/Andre Penner/AP


A tragédia climática ocorrida no Rio Grande do Sul acendeu um alerta para todo o Brasil, dado o receio de que as mudanças climáticas possam causar situações parecidas, em outros pontos do país, em curto espaço de tempo. O governo federal divulgou um mapa no qual  1.942 municípios brasileiros aparecem como suscetíveis a desastres ambientais, como alagamentos, enxurradas, inundações e deslizamentos de terra. Isso representa 35% do total de municípios brasileiros. E as nove cidades da região metropolitana da Baixada Santista constam desse mapeamento.

O levantamento foi publicado em abril deste ano. Um estudo de 2012 havia mapeado 821 cidades com tal tipo de risco, ou seja, em um período de 12 anos, o número foi ampliado em 136% de municípios considerados suscetíveis a desastres. As áreas consideradas em risco, dos municípios citados, concentram mais de 8,9 milhões de pessoas, o que representa 6% da população brasileira. 

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O mapeamento foi coordenado pela Secretaria Especial de Articulação e Monitoramento, ligada à Casa Civil da Presidência da República. O governo o solicitou devido às obras previstas para o Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Confira a situação de cada cidade da Baixada Santista, com os riscos que correm e número de habitantes expostos a eles:

Peruíbe: a cidade tem risco de enxurradas, deslizamentos e inundações. Não foi definido quantos de seus 68.344 habitantes (censo 2022) estão em áreas mapeadas de  risco geo-hidrológico;

Itanhaém: 29.392 pessoas, de um total de 112.476 moradores, correm risco em eventos de deslizamentos, enxurradas e inundações;



Mongaguá: não foi divulgado o total de pessoas, entre os 61.951 habitantes, que correm risco em eventos de enxurradas e inundações, aos quais o município é suscetível;

Praia Grande: São 17.869 pessoas, entre uma população  de 349.935 habitantes, que  correm risco em eventos como deslizamentos, enxurradas e inundações;

São Vicente: não foi divulgado o número total de habitantes, entre os 329.844 moradores, que podem sofrer as consequências de deslizamentos e enxurradas;



Cubatão: dos 112.471 habitantes, 13.123 estão em áreas mapeadas como de risco de deslizamentos, enxurradas e inundações;

Santos: 6.807 pessoas, dos 418.608 habitantes, estão em áreas com risco de deslizamentos, enxurradas e inundações;

Guarujá: não foi divulgado o número exato de pessoas, entre os 287.634 habitantes, que vivem em áreas de risco, como deslizamentos e enxurradas;



Bertioga: a cidade corre o risco de deslizamentos e inundações. Não foi divulgado o número total de pessoas, entre os 64.188 habitantes, em áreas mapeadas de risco.

Ainda de acordo com o levantamento, as populações pobres são as que mais correm riscos de sofrerem com os desastres ambientais. O estudo também traz  uma série de recomendações ao poder público, para minimizar danos. Entre elas, a ampliação do monitoramento e sistemas de alertas para riscos relativos a inundações, a atualização anual desses dados e a divulgação dessas informações para todas as instituições e órgãos ligados ao tema. A íntegra na nota técnica pode ser acessada aqui.

Com informações de Agência Brasil





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