DE OLHO NO CLIMA

Cidade de Santos investe em obras para diminuir impactos climáticos

Boa parte das obras que vêm sendo realizadas segue indicação da Defesa Civil de Santos, após as fortes chuvas de março de 2020

Redação
Publicado em 20/05/2024, às 13h40 - Atualizado às 15h06

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Obras de contenção em trecho de encosta no morro da Caneleira - Divulgação/Prefeitura de Santos
Obras de contenção em trecho de encosta no morro da Caneleira - Divulgação/Prefeitura de Santos

A tragédia climática no Rio Grande do Sul demonstrou que os eventos provocados pelas mudanças climáticas têm cada vez mais intensidade. E, para diminuir os efeitos desses eventos e evitar tragédias, a prefeitura de Santos anunciou que realiza uma série de obras, para proteger a população de possíveis impactos de fortes chuvas, além do uso da tecnologia para o monitoramento preventivo da Defesa Civil. 

De acordo com a prefeitura, um dos focos principais dessas intervenções é o fortalecimento do sistema de drenagem urbana, por meio da ampliação e modernização das redes de escoamento de água pluvial. Essas medidas não apenas reduzem os riscos de enchentes, como também,  diminuem os impactos sobre vias públicas, residências e estabelecimentos comerciais. 

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A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra), antiga Seserp, apenas em 2023,  investiu cerca de R$ 12,3 milhões, em seis obras, já entregues, que envolvem serviços de drenagem. Entre elas, as de contenção no Ilhéu Alto e de contenção e drenagem, na avenida Antônio Manoel de Carvalho, no morro do Marapé, além de melhoria na drenagem e pavimentação em ruas do bairro São Manoel. Neste ano, outras quatro obras, orçadas em R$ 23,8 milhões, foram finalizadas, como a contenção e drenagem em trecho de encosta, em frente à quadra da rua das Pedras, no morro da Caneleira, e em trecho de encosta no Monte Serrat.

Desde 2021, a Secretaria de Obras e Edificações (Seobe), antiga Siedi, também realizou 11 obras, com investimentos de R$ 42,6 milhões. Foram realizados trabalhos em vias dos morros da Nova Cintra, Vila Progresso, Fontana e Monte Serrat, que receberam nova drenagem superficial e subterrânea, calçadas e pavimentação. Também foram reconstruídas encostas nos morros São Bento, Pacheco, Penha e Fontana. O Boa Vista teve implantado sistema de drenagem e proteção de encosta e o Monte Serrat e Cachoeira receberam contenção e drenagem.

Obras de contenção em morro de Santos
Obra para estabilização de encosta em Santos - Isabela Carrari/Prefeitura de Santos

Atualmente, a Seobe está na fase final de arremates de contenção, drenagem, estabilização e acessibilidade da escadaria Joana D'Arc, no morro São Bento, próximo ao Museu de Arte Sacra de Santos, e no morro Cachoeira.

Mais obras

A Secretaria das Prefeituras Regionais (Sepref) tem desenvolvido projetos para a prevenção de possíveis danos causados pelas mudanças climáticas. No momento, a pasta finaliza serviços de estabilização de encosta, construção de escada hidráulica e reconstrução de passeios no Caminho Monsenhor Moreira, no Monte Serrat;  reconstrução de passeios, ampliação de galeria de drenagem e construção de escada hidráulica na viela Florentino Diegues Gonçalves, no morro São Bento e obras de drenagem na rua Um, no morro da Nova Cintra. As duas primeiras obras já estão em fase de conclusão e o valor dos investimentos é de R$ 997,5 mil.

Macrodrenagem e zeladoria

Ainda segundo a administração municipal, com a construção da estação elevatória, na Zona Noroeste, e as obras de macrodrenagem, os alagamentos por causa das chuvas e maré alta foram minimizados em trechos dos bairros Castelo e Areia Branca. A obra custou R$ 38,1 milhões. Uma outra estação será feita para evitar as cheias que atingem trechos da região da entrada da cidade e mais quatro comportas, drenagem e desassoreamento do rio dos Bugres, que estão em processo de financiamento.

Trabalho de macrodrenagem em Santos
Estação elevatória na Zona Noroeste de Santos - Divulgação/Prefeitura de Santos

O trabalho de zeladoria nas ruas é executado por equipes de limpeza e drenagem; em abril deste ano, 695 toneladas de resíduos foram removidas, de 37 bairros. Sujeira que estava em galerias e bocas de lobo, por exemplo.

Resultados

A prefeitura santista esclareceu que, boa parte desses projetos, decorreu de indicações da Defesa Civil de Santos, após as fortes chuvas de março de 2020, que atingiram a região da Baixada Santista. E o resultado já é sentido no período de chuvas. Neste ano, por exemplo, mesmo com as chuvas fortes de janeiro, que superaram em mais de 75% a média de precipitação dos últimos 30 anos, Santos encerrou o Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC) 2023-2024, sem registrar episódios graves na cidade.

Com informações de prefeitura de Santos

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