Caminhada começa às 8h30, a partir da praça das Bandeiras, e encerra na Enseada com atividades integrativas; ação será promovida pelos CAPS até 30 de maio

Guarujá, no litoral de São Paulo, promove nesta sexta-feira (16), às 8h30, uma passeata alusiva ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial, celebrado em 18 de maio. A concentração será na praça das Bandeiras, na avenida Marechal Deodoro da Fonseca, em Pitangueiras. A caminhada seguirá até a praça Horácio Lafer, na Enseada, onde haverá atividades integrativas com usuários e profissionais da rede de saúde mental.
A mobilização é organizada pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) como parte de uma programação que teve início no dia 6 e segue até 30 de maio. Roda de conversa, sessões de cinema e oficinas de arte estão entre as ações promovidas nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS II, CAPS III, CAPSad e CAPSij).
Segundo a coordenadora de Saúde Mental, Luana Gargiulo, as atividades buscam ampliar a conscientização da população sobre os direitos das pessoas com transtornos mentais. “Mais do que tudo, a luta é pela garantia dos direitos humanos das pessoas com transtornos mentais. Guarujá está atenta a isso, sempre procurando evoluir no modelo de tratamento para essas pessoas”, afirmou.
Durante o mês, os CAPS também farão oficinas, rodas de conversa, passeios e almoços com os pacientes, reforçando os princípios do cuidado em liberdade. “Seguimos firmes nessa caminhada, com empatia, respeito e compromisso com a vida. O cuidado em liberdade é um direito, e nossa missão é fortalecê-lo todos os dias”, disse Luciana Saião, diretora de Atenção Especializada.
A luta antimanicomial no Brasil remonta ao movimento da Reforma Psiquiátrica, iniciado nos anos 1970, com o lema 'Por uma sociedade sem manicômios'. O marco legal veio com a Lei Federal nº 10.216/2001, conhecida como Lei Paulo Delgado, que estabeleceu os direitos das pessoas com transtornos mentais e incentivou o tratamento em liberdade. Em 2002, o Ministério da Saúde definiu os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) como principais estruturas de acolhimento, além de criar as Residências Terapêuticas, para reinserção social de pacientes internados por longos períodos.