Museu do Mar e Museu Marítimo, na Ponta da Praia, ficam lado a lado e oferecem ingresso conjunto de R$ 30; crianças de até 5 anos têm entrada gratuita

Dois museus vizinhos, um roteiro que reúne ciência, história e curiosidades do oceano. Na Ponta da Praia, em Santos, litoral paulista, Museu do Mar e Museu Marítimo permitem visita combinada no mesmo dia, com ingresso único de R$ 30; crianças de até 5 anos têm entrada gratuita.
A proposta agrada tanto quem busca um passeio em família quanto quem gosta de acervos ligados ao mar. Em um lado, exposição com fauna marinha, fósseis e áreas interativas. Do outro, coleção dedicada à história marítima e naval do Brasil, com itens resgatados de naufrágios e equipamentos de mergulho que ajudam a explicar como era a vida no mar em diferentes épocas.

O Museu do Mar foi inaugurado em 30 de junho de 1984, nascido a partir do trabalho de pesquisadores com apoio de pescadores locais, que contribuíram para a formação do acervo. Espaço reúne raridades da fauna marinha, fósseis e exposições interativas, com peças distribuídas entre a área principal e o acervo técnico.
Entre os destaques estão os tubarões. O museu abriga cerca de 30% das espécies de tubarão da costa brasileira, com aproximadamente 30 espécies em exposição. Um dos exemplares que chama atenção é o tubarão-baleia, apontado como o maior peixe do mundo, além de itens como o tubarão-mangona, capturado a 120 metros de profundidade.
Acervo também inclui coleção de conchas preservadas para manter brilho, cor e forma originais. Entre elas, uma das maiores conchas do mundo, que pode chegar a 148 quilos, ainda segundo a descrição do museu. No total, o espaço reúne mais de 10 mil espécies, entre aves marinhas, peixes, crustáceos e moluscos.
Em áreas interativas, público infantil pode tocar em conchas, esponjas-do-mar e réplicas de tartarugas e jacarés. Entre os destaques da experiência sensorial estão esponjas-do-mar, popularmente conhecidas como “Bob Esponja do Mar”, e o jacarezinho-de-papo-amarelo.
O diretor-presidente da Sociedade Museu do Mar, Luiz Conce Alonso Ferreira, afirma que o espaço aposta em conexão com o tema oceano: “O Museu do Mar é mais do que uma coleção de animais; é uma oportunidade de conectar as pessoas com o oceano, despertando a curiosidade e o respeito pela vida marinha. Temos espécies únicas no mundo e queremos que cada visita seja uma experiência educativa e divertida para toda a família”.
Dentre as atrações do museu também há itens como tubarões de duas cabeças, espécies raras possivelmente extintas, exemplares de águas rasas e fósseis de megalodonte com cerca de 30 milhões de anos, além de outras peças expostas no local.

Em frente ao Museu do Mar, o Museu Marítimo de Santos foi inaugurado em 17 de dezembro de 2005 e é apresentado como um dos principais acervos dedicados à história marítima e naval do Brasil. Coleção é composta principalmente por artefatos resgatados de naufrágios ao longo da costa brasileira, com objetos e documentos que ajudam a contar diferentes períodos da navegação.
Segundo Luiz Gonçalves Alonso Ferreira, diretor administrativo da Sociedade Museu do Mar, o acervo tem relevância para a cidade e para o país: “O museu é um patrimônio importante não só para Santos, mas para todo o país. Ele conta a história das navegações, dos grandes descobrimentos, dos tesouros submersos, da história do mergulho e reúne diversas curiosidades ligadas ao universo marítimo e naval”.

Entre os itens mencionados, peças do Príncipe de Astúrias, descrito como o maior naufrágio da costa brasileira em número de vítimas e conhecido como 'Titanic brasileiro', que afundou em 1916 na região de Ilhabela, litoral norte de São Paulo.
O museu também expõe equipamentos antigos de mergulho, como o escafandro, criado no século XIX, com vestimenta impermeável e capacete metálico rígido, que permitia respirar com ar bombeado da superfície.
Visita inclui maquetes de embarcações históricas, pinturas sobre episódios navais e instrumentos de navegação. O museu também aborda tradição musical ligada à vida no mar, descrita como Chants Music, com canções transmitidas oralmente e preservadas por grupos folclóricos no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa.
Sobre a reação do público, Ferreira destaca: “Os visitantes costumam se surpreender com a riqueza e a diversidade do acervo. Cada peça conta uma história e ajuda a compreender melhor a relação do Brasil com o mar ao longo dos séculos”.
Visitações podem ser feitas em ambos os museus de quarta a segunda-feira, das 13h às 18h. Já nos meses de janeiro e julho, o horário de funcionamento é das 9h às 18h, em ambos.