Fenômeno poderá ser visto a olho nu em todo o Brasil, nesta segunda-feira (29); apesar do nome, a Lua não ficará rosa e ainda será uma microlua

A Lua cheia de junho promete chamar a atenção dos apaixonados por astronomia, nesta segunda-feira (29). Conhecido como 'Lua de Morango', o fenômeno poderá ser observado em todo o Brasil a olho nu, sem necessidade de telescópios nem equipamentos especiais. O momento de maior iluminação ocorrerá às 20h57 (horário de Brasília).
Apesar do nome curioso, quem espera ver uma Lua cor-de-rosa pode se surpreender. A chamada Lua de Morango não muda de cor. O apelido tem origem em povos indígenas da América do Norte, que utilizavam os ciclos lunares para marcar períodos importantes do ano, como a colheita dos morangos silvestres.
Em 2026, o fenômeno ainda traz uma característica especial: a Lua cheia será também uma microlua, quando o satélite natural se encontra no apogeu, o ponto mais distante da Terra em sua órbita. Com isso, ela poderá parecer ligeiramente menor e menos brilhante do que outras luas cheias, embora essa diferença seja praticamente imperceptível para quem observa sem instrumentos.
O nome surgiu entre povos indígenas norte-americanos, como os algonquin e os ojibwe. Para essas comunidades, a primeira Lua cheia de junho marcava o início da temporada de colheita dos morangos silvestres, funcionando como um calendário natural.
Ao longo do tempo, a tradição foi incorporada por calendários astronômicos e passou a ser utilizada em diversos países. Em outras culturas, o mesmo fenômeno recebe nomes diferentes. Também é conhecido como Lua de Mel, Lua das Rosas e, na China, Lua de Lótus. Já no Hemisfério Sul, onde junho marca o início do inverno, ela também é chamada de Lua Fria.
Não, apesar da fama nas redes sociais, a Lua de Morango não muda de cor por causa do fenômeno. O nome está relacionado apenas à época do ano em que ocorre. No entanto, durante o nascer da Lua, próximo ao horizonte, ela pode apresentar tons dourados, alaranjados ou avermelhados.
Esse efeito ocorre devido à atmosfera terrestre, que dispersa parte da luz, alterando temporariamente a aparência do satélite. Além da mudança de tonalidade, muitas pessoas têm a impressão de que a Lua parece muito maior quando surge no horizonte. Esse efeito é conhecido como ilusão da Lua e ocorre por causa da forma como o cérebro interpreta a paisagem ao redor do astro.
Embora o auge da iluminação ocorra às 20h57, especialistas explicam que um dos melhores momentos para apreciar e fotografar o fenômeno é logo após o nascer da Lua, no fim da tarde.
Os horários aproximados são:
Para uma observação mais nítida, a recomendação é procurar locais com pouca iluminação artificial, como praias, mirantes, áreas rurais ou parques, sempre que possível com o horizonte livre.
Não é necessário utilizar telescópio nem binóculo, já que o fenômeno pode ser observado facilmente a olho nu.
A microlua ocorre quando a Lua cheia coincide com o momento em que o satélite está mais distante da Terra, posição conhecida como apogeu. Nessas condições, a Lua pode parecer cerca de 14% menor e aproximadamente 30% menos brilhante do que uma superlua. Ainda assim, a diferença costuma ser muito discreta e dificilmente é percebida sem comparações ou equipamentos específicos.
Além do aspecto científico, a Lua de Morango costuma atrair milhares de observadores por marcar uma das luas cheias mais conhecidas do calendário.
Se as condições do tempo colaborarem, o fenômeno poderá ser visto em todas as regiões do Brasil, transformando a noite desta segunda-feira em uma oportunidade para admirar um dos principais espetáculos naturais do inverno.