Dados vêm de levantamento de monitoramentos semanais feitos pela entidade e obtidos pelo Costa Norte; número não representa a população na região

Neste período de inverno, é comum que baleias saiam das águas geladas da Antártica para regiões mais quentes, como o litoral do Brasil, em busca de melhores condições para se reproduzirem e cuidarem dos seus filhotes.
Diferente dos adultos, eles não possuem uma camada de gordura adequada para aguentar temperaturas mais baixas.
Um dos pontos mais famosos de aparição de baleias é no litoral norte de São Paulo, principalmente entre os meses de maio e novembro.
Um levantamento do Instituto Argonauta obtido pelo Costa Norte aponta que 271 baleias foram avistadas entre 2016 e junho de 2026 nas cidades de Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba.
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Segundo o Instituto Argonauta, os números apresentados correspondem a registros ocasionais de avistamentos realizados pela equipe durante as atividades de campo e outras ações desenvolvidas na região. Os dados são provenientes de um programa específico de monitoramento de cetáceos, com esforço amostral padronizado, mas pontual.
Dessa forma, os registros não representam a quantidade de baleias presentes no litoral norte, nem permitem comparações entre anos ou municípios como indicativo de aumento ou diminuição da ocorrência da espécie.
O número de avistamentos depende de diversos fatores, como a frequência das atividades de campo, as condições ambientais, a área percorrida e as oportunidades de encontro com os animais.
A cidade com mais baleias avistadas é Ilhabela, com 180. Em seguida vem Ubatuba com 67 e São Sebastião com 24.
O ano com mais registros de aparições foi em 2025 com 57, sendo 29 em Ubatuba, 24 em Ilhabela e uma em São Sebastião.
Segundo o Instituto Argonauta, isso não representa a quantidade de baleias na região, pois os dados são referentes a dados registrados em monitoramentos semanais.
2016: 15 em Ilhabela, duas em São Sebastião e uma em Ubatuba (18 no total);
2017: 17 em Ilhabela, uma em São Sebastião e cinco em Ubatuba (23 no total);
2018: 17 em Ilhabela, duas em São Sebastião e quatro em Ubatuba (23 no total);
2019: 10 em Ilhabela e duas em São Sebastião (12 no total);
2020: 19 em Ilhabela e cinco em São Sebastião (24 no total);
2021: 16 em Ilhabela, cinco em São Sebastião e quatro em Ubatuba (25 no total);
2022: 9 em Ilhabela, uma em São Sebastião e nove em Ubatuba (19 no total);
2023: 27 em Ilhabela, quatro em São Sebastião e três em Ubatuba (34 no total);
2024: 19 em Ilhabela, quatro em São Sebastião e quatro em Ubatuba (27 no total);
2025: 24 em Ilhabela, uma em São Sebastião e 29 em Ubatuba (54 no total);
2026 até junho: 7 em Ilhabela, duas em São Sebastião e três em Ubatuba (12 no total).
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A temporada de baleias impulsiona estudos científicos no litoral paulista, além do impacto visual gerado pelos animais.
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Pesquisadores usam fotografias, monitoramento de campo e relatos de avistamentos para rastrear espécies, identificar indivíduos e mapear rotas migratórias.
Especialistas recomendam que o turismo de observação ocorra de forma consciente para não alterar o comportamento dos animais.
As tripulações de barcos devem respeitar os limites de aproximação, além de evitar perseguições, ruídos excessivos ou mudanças bruscas na direção da navegação. O monitoramento feito a distância protege os cetáceos e garante que a migração siga sem interrupções.
A temporada para observar baleias no litoral paulista estende-se de maio a novembro. Com o início do período, a expectativa concentra-se no surgimento de novos registros da espécie nos próximos meses.