'Teko Porã' exibe cotidiano da cultura guarani mbya e destaca produção audiovisual coletiva com a comunidade; obra terá sessão gratuita nesta quarta-feira (29)

A essência da cultura guarani mbya será apresentada em sua forma mais autêntica por meio de um documentário. A produção irá mergulhar nas raízes profundas da rotina e dos costumes que permeiam a Aldeia Rio Silveira, localizada na Terra Indígena Guarani do Ribeirão Silveira, na divisa entre Bertioga e São Sebastião.
A obra cinematográfica Teko Porã - retrato atual da vida cotidiana na aldeia Rio Silveira estreia gratuitamente nesta quarta-feira (29), às 19h, na sala de cinema São Paulo-Minas (Complexo Fepasa/Espaço Expressa), na avenida União dos Ferroviários, 1.760, na cidade de Jundiaí.

A narrativa de 80 minutos adota um ritmo sensível e foge da velocidade do mundo contemporâneo. Os espectadores acompanham os ciclos da natureza da reserva litorânea por meio de imagens imponentes da Mata Atlântica e trilha sonora original, executada e gravada pelos próprios moradores.
A jornalista Luciana Alves e o cacique Adolfo Timotio assinam a direção do longa-metragem. Durante o processo, a equipe priorizou a convivência e a escuta ativa para traduzir a realidade indígena de forma respeitosa e autêntica nas telas.
“Foi um profundo aprendizado conhecer esse admirável mundo que existe tão perto de nós e que, muitas vezes, desconhecemos. Mais do que registrar a cultura guarani, queríamos construir esse filme junto com a aldeia”, destaca a diretora Luciana Alves.
O cuidado com a estética visual também ganha força na produção do projeto. O diretor de fotografia, Claudio Alves, ressalta a intenção de capturar a essência do território tradicional: “A fotografia buscou valorizar a beleza das imagens, da paisagem, da floresta, dos rios e da luz natural da aldeia".