SEGURANÇA NA VIAGEM

Medo de viajar? Governo lança guia para mulheres que viajam sozinhas

Documento oficial foca na proteção de turistas e expõe que 60% das brasileiras já desistiram de passeios por medo da violência


Redação
Publicado em 05/05/2026, às 14h32

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Medo de viajar? Governo lança guia para mulheres que viajam sozinhas
Dados oficiais apontam que seis em cada dez brasileiras já abandonaram planos de viagem por preocupações diretas com a integridade física - Milos Lopusina/Unsplash


O medo da violência afasta o público feminino do turismo, mas, uma nova ferramenta do governo federal tenta mudar esse cenário. O Ministério do Turismo lançou um guia de viagem para mulheres, com foco na segurança e na autonomia durante os roteiros.

O documento reúne estratégias de proteção para turistas e cobra adaptações da rede hoteleira nacional. A medida busca incentivar a ocupação dos espaços públicos sem receios. 

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A criação do material oficial tem base em números alarmantes do setor. Uma pesquisa encomendada pela pasta federal revelou que 60% das brasileiras já desistiram de um passeio por preocupações com a integridade física.

O ministro Gustavo Feliciano afirma que a iniciativa integra o Pacto Nacional contra o Feminicídio. A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - Unesco - atua como parceira na elaboração do projeto.

Guia de viagem para mulheres

O manual traça um raio-x do turismo solo feminino e entrega um passo a passo para a prevenção de riscos. A equipe técnica ouviu mais de duas mil pessoas em todo o país para montar o documento. O texto final divide as orientações em duas frentes de ação:



  • Para a turista: manual entrega dicas práticas para evitar furtos e identificar assédio. O texto também ensina a acionar as redes de proteção nas ruas e nos terminais.
  • Para as empresas: documento impõe regras de atendimento para a rede de hotelaria e restaurantes. A norma orienta o hotel a alocar a hóspede desacompanhada em quartos próximos aos elevadores para facilitar o resgate em caso de emergência.

A adoção dessas práticas busca transformar a rede de serviços e estimular o autoconhecimento. O levantamento do governo mostra que, apesar do medo constante, 70% das entrevistadas encaram a experiência solo como sinônimo de plenitude turística, pois fogem das exigências de roteiros familiares.

Antes de planejar a próxima rota e comprar as passagens, a turista pode conferir o que fazer no litoral além da praia, com roteiros alternativos em Bertioga, por exemplo. O mercado focado no público feminino ganha força no país. Os dados oficiais apontam que 41,8% das brasileiras já fizeram trajetos por conta própria e 31,4% mantêm essa rotina com frequência.



Proteção e tecnologia na palma da mão

O manual detalha o uso da tecnologia a favor da turista e, como regra básica, orienta a não compartilhar a localização nas redes sociais, pois a exposição atrai criminosos. O documento sugere o envio do trajeto apenas para contatos de confiança de forma privada.

Aplicativos como o Protegida garantem socorro rápido, com botões de emergência ativados pelo bloqueio da tela e gravação silenciosa de áudio. Nos deslocamentos de carro e ônibus, a viajante deve sentar perto do motorista e monitorar a rota no próprio celular com mapas salvos previamente.

Para reforçar a segurança, a turista sempre deve consultar o Cadastur antes de fechar pacotes turísticos.



Segurança reforçada na hospedagem

Na rede hoteleira, a precaução começa no momento do check-in. O material orienta a mulher a pedir sigilo sobre o número do quarto na recepção. Dentro do aposento, o uso de fechaduras auxiliares ou travas portáteis aumenta a barreira de proteção nas portas. Outra tática simples envolve simular conversas em voz alta ao abrir a maçaneta, para afastar abordagens indesejadas no corredor. 

Bares, restaurantes e o sinal de socorro

A cartilha cobra atenção constante da turista em estabelecimentos gastronômicos. A viajante precisa vigiar o copo de forma ininterrupta e priorizar bebidas em garrafas lacradas para inibir a adição de soníferos.

Em caso de assédio ou perigo iminente, o texto ensina o sinal silencioso de socorro: a vítima mostra a palma da mão, dobra o polegar para o centro e fecha os outros dedos sobre ele. Esse gesto discreto alerta a equipe do local para acionar as autoridades. O documento também exige que as empresas apliquem o protocolo "Não é Não" e acabem com perguntas constrangedoras sobre a ausência de acompanhantes nas mesas individuais.



Sabia que, no estado de São Paulo, idosos podem viajar de graça com hospedagem e alimentação inclusas? Programa Turismo +60 tem como meta meta levar 3 mil idosos para viajar até junho de 2026.

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