INVESTIGAÇÃO

STJ manda soltar MC Ryan preso em Bertioga, no litoral de SP

Ministro apontou ilegalidade na prisão e determinou soltura de diversos investigados, entre eles MC Poze e Raphael Sousa, dono da página Choquei


Redação
Publicado em 23/04/2026, às 13h46

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STJ manda soltar MC Ryan preso em Bertioga, no litoral de SP
Além de Ryan, outras figuras famosas também foram presas na operação da PF - Reprodução/Instagram/MC Ryan SP - Redes sociais


O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou, nesta quinta-feira (23), a soltura do MC Ryan SP, que havia sido preso em Bertioga, litoral de São Paulo, em operação da Polícia Federal na quarta-feira (15).

A decisão, assinada pelo ministro Messod Azulay Neto, também beneficiou o MC Poze do Rodo, Raphael Sousa, dono da página Choquei, e outros investigados. O magistrado considerou ilegal o prazo de 30 dias para prisão temporária, já que o pedido inicial da Polícia Federal previa apenas cinco dias. 

MC Ryan SP foi detido em Bertioga, onde mantém imóvel e presença frequente em shows. O artista já teve episódio marcante na cidade quando quase perdeu o relógio de luxo avaliado em mais de R$ 1 milhão durante apresentação. O acessório caiu na plateia e foi encontrado por um adolescente de 12 anos, que devolveu o item e recebeu R$ 10 mil do cantor, valor que destinou para ajudar a família



Prisão  

De acordo com a Polícia Federal, o grupo é suspeito de integrar esquema que pode ter movimentado mais de R$ 1,6 bilhão por meio de apostas ilegais, rifas clandestinas, empresas de fachada, uso de laranjas, criptomoedas e envio de recursos ao exterior. 

Após as prisões, a corporação solicitou a conversão em prisão preventiva, sob argumento de risco à ordem pública e possibilidade de continuidade das atividades investigadas. MC Ryan está no Centro de Detenção Provisória Belém, na Zona Leste de São Paulo.

STJ manda soltar MC Ryan preso em Bertioga, no litoral de SP - Reprodução / redes sociais
Habeas corpus foi concedido inicialmente ao artista e teve extensão a outros investigados - Reprodução / redes sociais

A defesa do artista afirmou, por meio de nota à imprensa, que a decisão reconheceu a ilegalidade das detenções e destacou que a revogação ocorreu em razão do prazo irregular estabelecido para a prisão temporária.



O escritório Cassimiro & Galhardo Advogados informa que, em razão de Habeas Corpus impetrado pela defesa, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) proferiu decisão liminar reconhecendo a ilegalidade das prisões de MC Ryan, Diogo 305 e dos demais investigados no âmbito da Operação Narco Fluxo, determinando as providências necessárias ao imediato restabelecimento da liberdade”

O habeas corpus foi concedido inicialmente ao artista e teve extensão a outros investigados que se encontram em condições semelhantes dentro da mesma operação. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o horário de soltura dos investigados.

Investigações 

As investigações são desdobramento das operações Narco Vela e Narco Bet, iniciadas em 2025, que já apuravam crimes relacionados à lavagem de dinheiro e tráfico internacional. 

Segundo a Polícia Federal, a análise de dados armazenados em nuvem, no sistema iCloud, foi fundamental para identificar a estrutura do grupo investigado. Os dados estavam vinculados ao contador Rodrigo de Paula Morgado, apontado como operador financeiro do esquema. 



A partir dessas informações, os investigadores identificaram indícios de organização criminosa voltada à movimentação e ocultação de recursos ilícitos. O caso segue em investigação para detalhar a participação de cada envolvido e o funcionamento do suposto esquema financeiro. 

Após algumas horas da decisão do STJ, já no início da tarde desta quinta, a PF entrou com pedido de prisão preventiva contra os investigados. Segundo a corporação, a medida é necessária para garantir a ordem pública diante da gravidade do caso e do volume de recursos envolvidos, após avaliar que há elementos suficientes para a conversão das prisões em preventivas.

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