Cantor de 25 anos foi detido em Bertioga durante a Operação Narco Fluxo, que investiga esquema bilionário de lavagem de dinheiro e criptoativos

O cantor Ryan Santana dos Santos, conhecido como MC Ryan SP, foi preso na manhã desta quarta-feira (15) em sua residência na Riviera de São Lourenço, em Bertioga. Em outros locais, também foram presos o MC Poze do Rodo, o influenciador Chrys Dias e o criador da página "Choquei", Raphael Sousa Oliveira. As informações são do G1.
As prisões fazem parte da Operação Narco Fluxo, deflagrada pela Polícia Federal (PF) com o apoio da Polícia Militar de São Paulo, que visa desarticular uma organização criminosa envolvida na movimentação ilícita de valores no Brasil e no exterior.
A investigação aponta que o grupo utilizava um sistema complexo de ocultação e dissimulação de patrimônio, envolvendo transações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e operações com criptoativos. Segundo a PF, o volume financeiro movimentado pelo esquema ultrapassa a cifra de R$ 1,6 bilhão.
Ao G1, a defesa de Ryan informou que "não teve acesso ao procedimento, que tramita sob sigilo", mas que afirmou "absoluta integridade de Ryan bem como a lisura de todas as suas transações financeiras". A defesa de Raphael Oliveira informou que o influenciador estava sendo ouvido na sede da Polícia Federal, em Goiânia.
Já a defesa de MC Poze do Rodo foi procurada pelo Costa Norte, mas não respondeu à reportagem até o momento desta publicação, enquanto a de Chrys Dias não foi localizada.
A operação mobilizou mais de 200 policiais federais para o cumprimento de 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, expedidos pela 5ª Vara Federal de Santos. Além de Bertioga, a ofensiva atingiu cidades estratégicas da região, como Santos, Guarujá, Praia Grande e São Sebastião.
As ações ocorreram em endereços de nove estados e no Distrito Federal, alcançando desde capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia e Recife, até municípios do interior e de outros estados, como Bauru, Campinas, Vitória (ES) e Brusque (SC).
Durante o cumprimento das medidas, foram apreendidos veículos, valores em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos. A Justiça também determinou o sequestro de bens e restrições societárias para interromper as atividades ilícitas e preservar ativos.
Os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O material apreendido subsidiará o aprofundamento das investigações.