Fiscalização ocorreu no Tombo, Astúrias, Pitangueiras e Enseada, após alerta dos bombeiros sobre riscos de afogamento com uso de infláveis

A prefeitura de Guarujá, no litoral paulista, intensificou as ações contra a venda irregular de artigos de praia. O foco tem sido a comercialização de pranchas e infláveis na faixa de areia. Até agora, foram apreendidos 115 pranchas grandes, 75 pequenas e 56 infláveis, o que totaliza 246 unidades recolhidas pela Diretoria de Fiscalização, vinculada à Secretaria Municipal de Finanças (Sefin).
A medida atende a orientações do Corpo de Bombeiros, que alerta para os riscos do uso indiscriminado desses equipamentos, principalmente por crianças. Segundo a corporação, a utilização em áreas impróprias pode aumentar o número de afogamentos.

As ações se concentraram nas praias do Tombo, Astúrias, Pitangueiras e Enseada. De acordo com a prefeitura, os ambulantes que possuem alvará já têm registrado no documento a proibição de venda de pranchas e infláveis. O material apreendido foi levado ao depositário do Centro de Atendimento ao Contribuinte (Ceacon), conforme os procedimentos legais.
O diretor de Fiscalização da Sefin destacou que a intensificação foi motivada por situações de risco já presenciadas. “Esse material é extremamente perigoso para crianças. Recentemente, vi um casal com uma criança de cerca de dois anos em um inflável próximo da água. Uma onda levou a criança para o mar, e só não houve uma tragédia porque as pessoas conseguiram resgatá-la a tempo. Em virtude disso, intensificamos os trabalhos”, afirmou.
Segundo ele, as ações têm ocorrido de forma contínua, com aplicação de multas e recolhimento de pranchas e infláveis, além da apreensão de carrinhos sem autorização ou alvará. “Só nos últimos dois finais de semana, mesmo com chuva, apreendemos quase 250 unidades deste material”, completou.
A operação ocorreu de forma tranquila no sábado (6) e domingo (7), além dos dias 30 e 31 de agosto. A iniciativa contou com apoio da Guarda Civil Municipal (GCM), que garantiu a segurança dos banhistas e o ordenamento do comércio nas praias da cidade.