SUSPEITOS PRESOS

Polícia invade mansão no Guarujá e descobre ‘coworking do crime’ de falsos advogados

Esquema de estelionato tinha base em mansão no Guarujá e na capital paulista; criminosos cadastravam 'laranjas' e aplicavam golpes


Redação
Publicado em 01/11/2025, às 18h29

FacebookTwitterWhatsApp

Polícia invade mansão no Guarujá e descobre ‘coworking do crime’ de falsos advogados
Policiais apreenderam 12 celulares, seis notebooks, nove cartões bancários e 15 chips telefônicos - Divulgação/Governo de São Paulo


A Polícia Civil descobriu um "coworking do crime" em São Paulo, usado por golpistas que se passavam por advogados para extorquir vítimas. A ação resultou na prisão de nove pessoas na quinta-feira (30). Quatro foram detidas em uma mansão no Guarujá, no litoral paulista, e outras quatro na zona norte da capital.

A operação foi conduzida pela 6ª Delegacia de Combate a Organizações Criminosas e Lavagem de Dinheiro (Disccpat), do Deic. O grupo era investigado por estelionato e associação criminosa.

Descoberta no litoral paulista

Após uma campana na mansão no Guarujá, agentes abordaram um suspeito que saía do local. Com autorização, entraram no imóvel e encontraram mais três envolvidos. Foram apreendidos 12 celulares, seis notebooks, nove cartões bancários e 15 chips telefônicos.



Com base nas informações obtidas, os policiais localizaram outro endereço na zona norte da capital. Nesse local, atuavam os responsáveis por cadastrar "laranjas", que cediam seus dados bancários para ocultar a identidade dos criminosos. Mais quatro suspeitos foram presos e cinco celulares apreendidos.

O material foi encaminhado à perícia e os nove detidos, com idades entre 23 e 29 anos, foram autuados por associação criminosa e permanecem à disposição da Justiça.

Golpe do falso advogado

Essa modalidade de crime tem se tornado comum e já fez vítimas em todo o país. Em agosto, uma operação interestadual mirou uma quadrilha que aplicava o golpe. O grupo invadia sistemas do governo e de Tribunais de Justiça para obter dados reais de advogados e processos.



Com essas informações, os criminosos entravam em contato com as vítimas. Eles exigiam pagamentos de supostas taxas ou impostos. A alegação era de que os valores seriam necessários para concluir processos ou liberar valores judiciais.

Na ocasião, operações foram coordenadas em São Sebastião e Mongaguá, no litoral paulista, resultando em prisões. Uma das vítimas, no Distrito Federal, chegou a perder mais de R$ 500 mil.

Como se proteger da fraude

Tribunais de Justiça, como o de Pernambuco (TJPE), alertam sobre a prática. Criminosos usam o WhatsApp, se passam por servidores do Judiciário e pedem dados ou transferências via Pix. Os órgãos reforçam que não entram em contato solicitando valores ou enviando boletos.



A principal orientação é nunca fazer pagamentos sem confirmação direta com o advogado responsável pela causa. Ligue para o número oficial do escritório ou vá pessoalmente ao local. Use apenas canais oficiais para obter informações sobre processos.

Em caso de suspeita, registre um boletim de ocorrência. Informe seu advogado de confiança. Essas ações ajudam a rastrear a origem da fraude e prevenir novos casos.

Leia mais: Mensagem do TJ ou do advogado no WhatsApp? Antes de confiar, leia isto



Leia mais: Polícia prende envolvidos em golpe do ‘falso advogado’ no litoral de SP

Receba o melhor do nosso conteúdo em seu e-mail

Cadastre-se, é grátis!