ESTELIONATO

Polícia prende envolvidos em golpe do ‘falso advogado’ no litoral de SP

Ação interestadual cumpriu mandados em seis estados; em outra ação, desencadeada em São Sebastião, três pessoas foram presas


Redação
Publicado em 21/08/2025, às 11h07

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Polícia prende envolvidos em golpe do ‘falso advogado’ no litoral de SP
Operação mira quadrilha que invadia sistemas e enganava vítimas com credenciais de advogados - Divulgação/Polícia Civil


Uma operação interestadual deflagrada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (20) teve como alvo uma quadrilha acusada de aplicar o golpe do “falso advogado”. O grupo é suspeito de invadir sistemas do governo federal e de Tribunais de Justiça em vários estados, usando dados de advogados e de processos para enganar vítimas.

A investigação começou em Santa Catarina, na Delegacia de Combate a Estelionatos de Joinville, que identificou pessoas físicas e jurídicas utilizando credenciais de advogados catarinenses. Com esses dados, os criminosos entravam em contato com clientes e exigiam pagamentos de supostas taxas ou impostos, alegando que seriam necessários para concluir processos ou liberar valores judiciais.

A apuração mostrou que o esquema estava espalhado por ao menos seis estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco, Bahia e Rio Grande do Norte. Em todo o país, foram cumpridos 27 mandados de busca e 12 de prisão.



No território paulista, policiais do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra), do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope) e de seccionais atuaram em São Paulo, Guarulhos, Itaquaquecetuba e São Vicente. Foram cumpridos 12 mandados de busca e cinco de prisão nessas cidades.

Prisões em Mongaguá e São Sebastião

No litoral norte de São Paulo, a Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) coordenou ações em São Sebastião. A operação resultou na prisão de três pessoas e no cumprimento de nove mandados de busca. Mongaguá também foi alvo da ofensiva.

De acordo com as investigações, uma das vítimas do Distrito Federal perdeu mais de R$ 500 mil ao acreditar nas falsas cobranças feitas pelo grupo criminoso.



Os suspeitos poderão responder por estelionato qualificado por meio eletrônico, associação criminosa e lavagem de dinheiro, crimes que juntos podem levar a penas de até 23 anos de prisão.

A operação contou ainda com apoio do Departamento de Inteligência da Polícia Civil de São Paulo (Dipol), além da participação de representantes do Poder Judiciário e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

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