CASO BERENICE

Polícia Civil prende PM da reserva suspeito de matar cozinheira em Ubatuba

Agentes capturaram o investigado sem resistência no bairro Ubatumirim, na noite de segunda-feira; ex-patroa da vítima também está presa


Redação
Publicado em 04/08/2026, às 16h02

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Imagem de Berenice Ramos de Aguiar e dos agentes aonde o corpo foi encontrado
Homem seguiu para o presídio militar na capital paulista e aguarda audiência de custódia - Arquivo pessoal e reprodução


A Polícia Civil prendeu um policial militar da reserva na noite de segunda-feira (3), em Ubatuba, litoral norte de São Paulo. O homem de 55 anos é suspeito de participação no assassinato da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos, e tinha um mandado de prisão preventiva em aberto.

Segundo o boletim de ocorrênicia, a captura ocorreu por volta das 20h em um imóvel; equipes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São Sebastião foram ao endereço com ordem expedida pela Justiça. Os moradores autorizaram a entrada das equipes e o investigado se entregou sem resistência no momento em que tomou ciência do documento.

Na delegacia de Ubatuba, o homem escutou os motivos da detenção e os direitos previstos em lei. Devido à patente, uma equipe da Polícia Militar assumiu a escolta oficial. O tenente encarregado conduziu o suspeito para o presídio militar Romão Gomes, na capital paulista. Ele passa por audiência de custódia na manhã desta terça-feira (4).



Contexto do crime

A morte de Berenice mobiliza as forças de segurança desde o dia 30 de junho. A cozinheira sumiu logo que encerrou o expediente em um restaurante, também em Ubatumirim, e pegou carona com a ex-patroa.

Equipes de buscas encontraram o corpo da vítima em uma área de mata em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, em meados de julho. A distância entre os dois pontos ultrapassa 160 quilômetros.

A empresária e ex-patroa da vítima segue presa de modo temporário desde a operação Último Rastro, apontada como a principal suspeita do crime. O inquérito policial reúne provas iniciais, como depoimentos contraditórios e vestígios de sangue em uma caminhonete apreendida. A delegacia seccional mantém o caso sob apuração para desvendar a dinâmica exata do homicídio.



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