Corpo de Berenice Ramos de Aguiar foi encontrado no Rio de Janeiro; caso teve como principal suspeita a ex-patroa, presa há nove dias

A Polícia Civil confirmou, na manhã de sábado (18), que o corpo encontrado em uma área de mata em Angra dos Reis (RJ) é da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos, desaparecida desde o fim de junho após deixar o restaurante onde trabalhava, no bairro Ubatumirim, em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo.
O corpo foi localizado no Rio de Janeiro e o reconhecimento foi feito pelo filho da vítima na sexta-feira (17), no Instituto Médico Legal (IML) de Angra dos Reis, onde passará por exames para determinar a causa da morte.
Berenice desapareceu no dia 30 de junho, depois de encerrar o expediente no restaurante onde trabalhava. De acordo com as investigações, ela teria aceitado uma carona oferecida pela então patroa, a empresária Eliane Alves, e não foi mais vista. O desaparecimento mobilizou familiares, amigos e as forças de segurança, que iniciaram buscas e abriram investigação para esclarecer o caso.
Com o avanço das investigações, a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ubatuba reuniu elementos que colocaram a empresária como principal suspeita. Segundo a Polícia Civil, depoimentos contraditórios, vestígios de sangue encontrados em uma caminhonete apreendida e a localização de armas de fogo e outros materiais reforçaram a linha investigativa de que a cozinheira havia sido vítima de um crime.
No dia 10 de julho, a Polícia Civil deflagrou a operação Último Rastro, que resultou na prisão temporária de Eliane Alves. Na ocasião, os investigadores afirmaram já possuir indícios suficientes para sustentar a suspeita de homicídio, embora o paradeiro da vítima ainda fosse desconhecido.
As buscas avançaram após o uso de técnicas avançadas de investigação e recursos tecnológicos, que permitiram delimitar a área onde os criminosos teriam atuado. Na tarde de sexta-feira (17), equipes da Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e demais forças de segurança localizaram um corpo em uma área de mata na região da Serra d'Água, às margens da Estrada de Lídice, em Angra dos Reis, a mais de 160 km de onde a vítima morava.
Segundo o delegado DIG de Ubatuba, André Luiz Matera Costilhas, a localização foi resultado de um trabalho investigativo detalhado. "Foi um trabalho investigativo com técnicas avançadas de investigação, com o uso de tecnologia, onde foi possível traçar o perímetro e delimitar a área em que os criminosos atuaram", disse à imprensa.
Com a confirmação da identidade de Berenice, a Polícia Civil prossegue com as investigações para esclarecer a dinâmica do crime, identificar a causa da morte e apurar a eventual participação de outras pessoas.
A empresária presa temporariamente segue como principal investigada no inquérito conduzido pela DIG de Ubatuba. A reportagem não localizou os representantes legais da investigada nem seus familiares, o espaço segue aberto caso queiram se manifestar sobre o caso.