Operação da Polícia Civil cumpriu 11 mandados de busca no Vale do Ribeira, Baixada Santista e Curitiba, nesta segunda-feira (25)

Uma operação da Polícia Civil bloqueou cerca de R$11,5 milhões em contas ligadas a um grupo suspeito de aplicar fraudes financeiras, ocultar patrimônio e lavar dinheiro, na segunda-feira (25). Segundo a corporação, a ação foi coordenada pela Delegacia Seccional de Registro e cumpriu 11 mandados de busca em endereços no Vale do Ribeira, Baixada Santista e Curitiba, no Paraná.
Um homem de 41 anos, apontado pela polícia como principal alvo da investigação, foi preso em um imóvel rural às margens da rodovia SP-226, no bairro Braço Grande, em Pariquera-Açu. De acordo com a Polícia Civil, ele foi detido sem resistência e encaminhado à cadeia pública.
A operação foi conduzida pelo grupo Cerco, Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas, da Delegacia Seccional de Registro. Ao todo, 22 policiais civis e nove viaturas participaram da ofensiva.
A investigação ainda aponta que o grupo usava documentos falsificados e golpes financeiros para obter valores que, depois, eram ocultados por meio de movimentações patrimoniais complexas. Segundo a polícia, o objetivo era mascarar a origem do dinheiro e dificultar o rastreamento dos recursos.
Durante as buscas no imóvel em Pariquera-Açu, os policiais apreenderam celulares, documentos, joias e registros financeiros. Para a corporação, os materiais reforçam a suspeita de movimentação patrimonial incompatível com a atividade declarada.
As diligências também alcançaram endereços ligados ao grupo em Praia Grande, na Baixada Santista, além de imóveis em Cananeia e São Vicente. Segundo a Polícia Civil, esses locais podem indicar circulação estruturada de recursos entre diferentes investigados.
Em Curitiba, um endereço ligado ao grupo também foi vistoriado, mas a polícia constatou que o investigado já não morava no local. A corporação avalia que a mudança pode indicar tentativa de dificultar o rastreamento.
Além do bloqueio milionário, a operação atingiu veículos e imóveis vinculados aos investigados. A Polícia Civil também apura possíveis ativos digitais, com medidas voltadas à identificação e eventual bloqueio de criptoativos.
Segundo a autoridade, a investigação continua para identificar outros envolvidos e aprofundar o rastreamento dos valores movimentados.