FISCALIZAÇÃO

Morte de pet revela clínica com alvará falso no litoral de São Paulo

Estabelecimento operava com documento falsificado e falta de higiene; caso veio à tona após tutora relatar graves complicações em quatro pets


Redação
Publicado em 13/07/2026, às 16h56

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Pia encontrada com tesouras e banheiro do estabelecimento, em condições insalubres
Vigilância Sanitária encontrou ambiente improvisado, ausência de insumos básicos e materiais descartados de forma irregular - Wagner Fidelis Filho/Prefeitura de Mongaguá


A prefeitura de Mongaguá interditou uma clínica veterinária, que operava com alvará falsificado no bairro Jardim Praia Grande, na segunda-feira (13). Uma operação conjunta entre a Vigilância Sanitária, o setor de Fiscalização do Comércio e a Guarda Civil Municipal (GCM) lacrou o estabelecimento, após constatar diversas irregularidades.

A inspeção ocorreu em resposta a uma queixa na ouvidoria municipal. Uma moradora denunciou que quatro animais seus sofreram complicações graves após procedimentos no local, o que resultou na morte de um deles.

Diante do flagrante, as autoridades conduziram os responsáveis pelo espaço à Delegacia da Polícia Civil para prestar esclarecimentos sobre as ilegalidades.



Freezer oxidado era utilizado para armazenamento de cadáveres - Wagner Fidelis Filho
"Desrespeito às normas de biossegurança", afirmou o fiscal Wagner Fidelis - Wagner Fidelis Filho
Vigilância Sanitária relatou ausência de pias fixas no consultório - Wagner Fidelis Filho
Descarte inadequado de materiais foi flagrado pela Vigilância Sanitária - Wagner Fidelis Filho
Freezer para armazenamento de cadáveres foi encontrado oxidado - Wagner Fidelis Filho

Durante a vistoria, as equipes técnicas encontraram um cenário de risco à saúde pública. O consultório não possuía pias fixas com água corrente e descartava materiais perfurocortantes de maneira inadequada. Os banheiros apresentavam péssimas condições de higiene.

Os fiscais também identificaram um freezer oxidado em um corredor, para armazenar cadáveres, ausência de planilhas de esterilização e falta de insumos básicos, como fios de sutura.



O local funcionava sem o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) e sem o certificado de desinsetização e desratização.

O fiscal Wagner Fidelis Filho, integrante da operação, explicou:

O cenário era de total desrespeito às normas de biossegurança. Encontramos um ambiente improvisado que colocava em risco não apenas a vida dos animais atendidos, mas também a integridade dos funcionários e dos próprios tutores que frequentavam o espaço. A falsificação do alvará buscava conferir aparência de regularidade a uma estrutura que não atendia às exigências legais para funcionar".

Como denunciar

O poder público municipal orienta a população a registrar suspeitas de maus-tratos ou irregularidades em comércios para evitar novos casos. A ouvidoria recebe denúncias pelos telefones (13) 3445 3057 e (13) 3445 3097, além do sistema on-line e-Ouve. O atendimento presencial ocorre no paço municipal, na avenida Getúlio Vargas, número 67 (térreo), no centro.



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