FURTO DE ENERGIA

Desvio de energia em comércios abasteceria quase 2 mil casas em Bertioga e Mongaguá

Ação da concessionária com a Polícia Civil encontrou desvios em adegas e mercado; montante furtado abasteceria quase duas mil casas por um mês


Redação
Publicado em 10/07/2026, às 14h40

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Agentes investigando quadro de luz de comércio
Inspeções em conjunto com a Polícia Científica desarticularam ligações clandestinas no litoral paulista e na Grande São Paulo - Divulgação/Neoenergia Elektro


Uma operação conjunta entre a Polícia Civil, o Instituto de Criminalística e a concessionária Neoenergia Elektro flagrou o furto de energia elétrica em três comércios nesta semana. As ações ocorreram em Bertioga e Mongaguá, no litoral de São Paulo, além de Franco da Rocha, na Grande São Paulo.

A energia desviada pelos estabelecimentos seria suficiente para abastecer 1.910 residências por 30 dias. No litoral paulista, as equipes inspecionaram uma adega no bairro Jardim Vicente de Carvalho II, em Bertioga, na terça-feira (7).

O proprietário foi preso em flagrante. Segundo a concessionária, apenas a energia recuperada neste local poderia suprir 620 casas por um mês.



Na quarta-feira (8), a fiscalização ocorreu em um mercado no bairro Jardim Praia Grande, em Mongaguá. O responsável seguiu para a delegacia do município para prestar esclarecimentos. O desvio de energia neste comércio abasteceria 810 moradias mensais.

O caso soma-se a outra ocorrência na mesma cidade: na semana passada, dia 2 de julho, uma pessoa foi presa por furtar energia para uma mercearia na Vila São Paulo, montante que atenderia 200 imóveis por 30 dias.

Ação na Grande São Paulo 

Operação também passou por Franco da Rocha na segunda-feira (6), onde um suspeito foi detido em uma adega no bairro Parque Munhoz. O volume furtado ali supriria 480 residências. A empresa esclareceu que não existem indícios de ligações comerciais entre as adegas flagradas nos diferentes municípios.



Crime e denúncias

O furto de energia está previsto no artigo 155 do Código Penal, com pena de até oito anos de reclusão para o responsável pela irregularidade, seja por fraude, furto direto ou adulteração do medidor.

Para combater a prática e reduzir os riscos de acidentes provocados por fraudes no sistema elétrico, a concessionária informou que ampliou o investimento em sistemas de inteligência e monitoramento. A população pode denunciar ligações clandestinas de forma anônima pelo telefone 0800 701 0102, pelo WhatsApp (19) 2122 1696 e por meio do site da Neoenergia.

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