Segurança Pública

Governo encerra Operação Verão com 56 mortos e redução de roubos na Baixada

1.025 prisões, mais de 2 toneladas de drogas e 119 armas ilegais foram apreendidas desde dezembro do ano passado, quando teve início a Operação Verão

Estéfani Braz
Publicado em 01/04/2024, às 21h46 - Atualizado às 22h04

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Operação Verão estava sendo realizada desde dezembro - Divulgação/SSP
Operação Verão estava sendo realizada desde dezembro - Divulgação/SSP

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo encerrou a terceira fase da Operação Verão, nesta segunda-feira (1). Com isso, o reforço de policiais do interior e da capital na Baixada Santista também chegou ao fim. Agora, 341 policiais militares continuam de forma permanente nas cidades da região, atuando na prevenção e combate ao crime. 

Operação Verão
Operação Verão chegou ao fim nesta segunda-feira (1). - Divulgação/SSP

A Operação contabilizou, desde dezembro do ano passado, quando teve início o apoio na segurança na Baixada, 1.025 prisões, sendo que 438 eram de procurados pela Justiça, e 47 menores apreendidos; 2,6 toneladas de drogas e 119 armas ilegais foram retirados das ruas pelas polícias Civil e Militar.

O número de mortos durante o período em que a ação esteve vigente chegou a 54. Apesar disso, de acordo com a secretaria de Segurança Pública, o trabalho resultou em uma queda de 25,8% dos roubos em Santos, São Vicente e Guarujá, nos primeiros dois meses do ano, quando comparado ao ano passado. Em toda a Baixada Santista, fevereiro de 2024 foi o mês com a menor taxa de roubos da série histórica, iniciada em 2001. 

Além disso, no final de fevereiro, 341 PMs, entre soldados, cabos e sargentos, passaram a atuar na região e há previsão no aumento de policiais civis com a formação de novos agentes neste ano. 

No mês passado, a gestão paulista também anunciou uma série de investimentos para fortalecer a segurança na Baixada, com a aplicação de R$ 70 milhões para reformar e concluir obras de unidades policiais e aquisição de equipamentos, como viaturas, barcos blindados e novas armas.

Combate ao crime organizado
Durante a intensificação do policiamento, que contou com unidades das forças de segurança de São Paulo, houve prisões de peças-chaves para o crime organizado que atuavam a partir da Baixada. 
Uma delas foi presa no último dia 8 de fevereiro. Karen de Moura Tanaka Mori, a Japa, é suspeita de comandar a lavagem de dinheiro de uma facção criminosa em Santos, Cubatão e Guarujá, além da capital. Os policiais também prenderam Caio Vinicius, apelidado de “Nego Boy”, acusado de liderar o tráfico de drogas em uma das comunidades de Santos.
Ainda dentro da operação, a polícia identificou a atuação de Rodrigo Pires dos Santos, conhecido como “Danone”, outra liderança de alto escalão de uma facção. Na ação, em 16 de fevereiro, o suspeito trocou tiros com policiais e foi morto. Ao todo, 56 criminosos entraram em confronto com as forças policiais e morreram. 
Apreensões em áreas de mangue e imóveis demonstraram a atuação de facções criminosas na Baixada para o escoamento de drogas, inclusive para fora do país. Na última semana, 1,2 tonelada de cocaína que seria levada para fora do Brasil a partir do litoral paulista foi apreendida por investigadores do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).
Além disso, dezenas de imóveis usados por traficantes como “casas bomba” para armazenar drogas e armas foram desativados pelos policiais na Baixada. No último dia 14 de março, dez construções em área de mata foram destruídas por equipes do policiamento ambiental, com apoio do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate).
Gabinete em Santos
A terceira fase da ação, iniciada em 7 de fevereiro, foi deflagrada depois da morte de dois PMs que atuavam na Operação Verão. O soldado Samuel Wesley Cosmo, da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), foi atingido por um tiro no rosto durante uma operação no bairro Bom Retiro, e o cabo José Silveira Santos, do 2° Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), morreu ao ser baleado em uma ação no Jardim São Manoel, ambos em Santos.
Na época, a Secretaria da Segurança Pública transferiu temporariamente o gabinete da pasta para Santos, na sede do Comando de Policiamento do Interior (CPI-6). As ações estratégicas de enfrentamento ao crime organizado ganharam reforço no planejamento para capturar fugitivos da Justiça e coibir o tráfico de drogas, atacando a cadeia logística usada pelas organizações criminosas para transportar entorpecentes para países da Europa, Ásia e África.

Estéfani Braz

Formada em Comunicação Social na Faculdades Integradas Teresa D'Ávila

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