SEGURANÇA NO LITORAL

Feminicídios avançam em SP e chamam atenção para Baixada e litoral norte

Dados da SSP mostram aumento dos casos no estado e revelam cenário preocupante nas duas regiões; Praia Grande lidera com cinco casos de feminicídio

Foto de viatura da Polícia Militar do Estado de São Paulo
Dados da SSP mostram avanço dos registros de feminicídio em São Paulo - Imagem ilustrativa/SSP


A violência contra a mulher voltou ao centro do debate público, mas os números oficiais ajudam a dimensionar o tamanho do problema.

Dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) mostram que os registros de feminicídio aumentaram no estado, no primeiro semestre de 2026, enquanto a Baixada Santista e o litoral norte também contabilizam ocorrências.

Segundo a SSP, o estado registrou 141 casos de feminicídio entre janeiro e junho de 2026, contra 128 no mesmo período de 2025. O resultado representa crescimento de aproximadamente 10% na comparação.

Na Baixada Santista, o cenário também chama atenção. Em 2024, as nove cidades da região registraram seis feminicídios. No ano seguinte, o número dobrou e chegou a 12 casos, segundo levantamento baseado nas estatísticas da SSP.

Praia Grande concentra casos recentes

Entre os municípios da Baixada, Praia Grande aparece entre as cidades com maior número de ocorrências recentes. Levantamento divulgado neste ano apontou cinco casos de feminicídio no município nos primeiros meses de 2026, além de registros em Itanhaém, Santos e São Vicente.

A estrutura de atendimento também passou por mudanças. Desde setembro, a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Praia Grande funciona 24 horas por dia, com atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, crimes contra a dignidade sexual e feminicídio.



Litoral norte também registra ocorrências

No litoral norte, Caraguatatuba registrou um caso de feminicídio em fevereiro de 2026, segundo ocorrência divulgada pela prefeitura. A vítima foi morta no bairro Rio do Ouro e o suspeito acabou preso.

Em São Sebastião, a Polícia Civil também investigou um caso registrado como feminicídio no início do ano. A ocorrência envolveu uma jovem de 24 anos encontrada morta em uma residência, com o ex-namorado apontado como principal suspeito.

Os registros mostram que a violência letal contra mulheres também atinge municípios turísticos e cidades de diferentes portes ao longo do litoral paulista.



O que dizem os dados

A SSP mantém o SP Vida, sistema que reúne informações sobre mortes violentas e crimes contra a vida. Os dados permitem acompanhar os registros de feminicídio por município e período.

A Secretaria ressalta que as estatísticas criminais representam os casos detectados, comunicados às autoridades e registrados oficialmente. Dessa forma, os números não necessariamente correspondem à totalidade dos episódios de violência que ocorrem na sociedade.

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