Irregularidades foram encontradas em estabelecimentos nos bairros Marapé, Gonzaga e Campo Grande, e se somam a mais de seis mil casos neste ano
Redação
Publicado em 24/10/2026, às 09h30

A CPFL Piratininga identificou fraudes nas instalações elétricas de quatro bares e restaurantes de Santos, no litoral de São Paulo, durante fiscalizações realizadas nesta semana.
As irregularidades foram constatadas nos bairros Marapé, Gonzaga e Campo Grande, com apoio das forças policiais.
Os suspeitos foram conduzidos à delegacia.
Em uma choperia no Marapé, as equipes encontraram uma adulteração na ligação do medidor de energia, que impedia o registro correto do consumo do estabelecimento.
Situação semelhante foi identificada em dois restaurantes no Gonzaga, onde também foi constatada a ausência de lacres nas caixas de medição. Segundo a concessionária, os dois estabelecimentos são reincidentes nesse tipo de fraude.
Já em um bar no Campo Grande, os técnicos verificaram que o medidor original havia sido substituído por outro equipamento com a numeração de série raspada, caracterizando adulteração.
As autoridades policiais também foram informadas sobre os indícios de subtração e receptação de medidores.
As instalações passaram por perícia da Polícia Científica, e as equipes da CPFL Piratininga realizaram a regularização dos equipamentos.
A distribuidora também registrou boletins de ocorrência e informou que calculará o volume de energia consumido e não faturado para cobrar os valores correspondentes dos responsáveis.
Entre janeiro e agosto de 2026, a CPFL Piratininga identificou 6.327 casos de fraudes e furtos de energia na Baixada Santista. Desse total, 517 ocorrências foram descobertas a partir de denúncias.
No mesmo período, as fiscalizações possibilitaram recuperar 4.459 megawatts-hora (MWh) de energia desviada.
A concessionária mantém operações contínuas de fiscalização, que incluem inspeções em campo, análises técnicas, investigação de denúncias feitas pela população e ações realizadas em parceria com as autoridades policiais.
Além de representar prejuízos para a distribuidora, o furto de energia pode comprometer o funcionamento da rede elétrica, provocar interrupções no fornecimento e aumentar os riscos de curtos-circuitos, incêndios e choques elétricos.
A CPFL ressalta que o furto de energia é crime previsto no Código Penal Brasileiro.
A Lei nº 15.397/2026 aumentou a pena para o furto simples, que passou de um a quatro anos para um a seis anos de prisão, além de multa.
Com a elevação da pena máxima para seis anos, a concessão de fiança em flagrante deixa de ser atribuição do delegado e passa a depender de decisão judicial.
A população pode denunciar suspeitas de fraudes e furtos de energia de forma anônima pelo aplicativo CPFL Energia ou pelo site www.cpfl.com.br/fraude.