Estelionatário fingiu ser o filho do idoso e pediu valores para consertar o celular; vítima só percebeu o golpe ao conversar com o verdadeiro filho

Um aposentado de 78 anos, morador de Santos, no litoral de São Paulo, foi vítima de um golpe aplicado por meio do aplicativo de mensagens WhatsApp, o famoso 'golpe do pix'. Segundo informou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) à reportagem, nesta quarta-feira (22), o idoso perdeu mais de R$ 5 mil após acreditar que ajudava seu filho com problema financeiro.
A fraude começou na terça-feira (14), quando o aposentado, morador do bairro Ponta da Praia, recebeu mensagens no aplicativo de mensagens instantâneas. Segundo relato da vítima, o golpista entrou em contato como se fosse o filho do idoso e informou que o celular havia quebrado e que estava utilizando outra linha telefônica. Na mensagem, o estelionatário escreveu: "Oi pai, meu celular caiu no chão e quebrou. Estou usando este aqui."
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A partir desse ponto, o suposto filho pediu um favor financeiro, alegando dificuldades para acessar o aplicativo bancário. O golpista pediu uma transferência no valor de R$ 1.830, para realizar a manutenção do aparelho. O idoso não pensou duas vezes e realizou a transferência bancária por meio do Pix.
Após o primeiro pedido ser atendido, novas solicitações foram feitas. "Oi, eu queria saber se você não consegue fazer outra transferência no valor de R$ 3.245? Amanhã eu já mando de volta", escreveu o estelionatário. Ao acreditar que estaria ajudando o filho, o aposentado realizou a segunda transferência sem hesitar.
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No total, as operações financeiras resultaram em um prejuízo de R$ 5.075 à vítima. Apenas após conversar com o verdadeiro filho, o idoso percebeu que havia sido vítima de um golpe. Desesperado, o aposentado procurou a Delegacia de Polícia de Santos para comunicar a ocorrência.
Por meio de nota enviada à reportagem, a SSP informou que o caso foi registrado como estelionato no 1º Distrito Policial. Segundo a pasta, o estelionatário ainda não foi identificado e o caso está sendo investigado pelo 3º DP de Santos.