Polícia Civil localizou o autor após trabalho de inteligência e investigação de campo; motorista reconheceu o adolescente

Um adolescente de 15 anos foi identificado pela Polícia Civil, como autor do apedrejamento de um ônibus urbano, no bairro Jardim Helena Maria, no Guarujá, no litoral de São Paulo. O caso ocorreu em 16 de julho e resultou na quebra do vidro traseiro do veículo. Segundo o boletim de ocorrência, o jovem tentou embarcar sem pagar e, após ser retirado do coletivo, arremessou uma pedra contra a porta traseira.
Ainda de acordo com o B.O, um representante da empresa City Tur informou que o adolescente invadiu o ônibus no momento em que a porta estava aberta para desembarque de um passageiro. Ao ser impedido de permanecer no veículo, saiu e, em seguida, lançou uma pedra contra o coletivo, quebrando o vidro inferior da porta traseira. O representante registrou o caso na delegacia e relatou que o adolescente não havia sido identificado no momento da ocorrência.
Após investigação da equipe da Delegacia Sede do Guarujá, o adolescente foi localizado e levado à unidade policial. Em depoimento, acompanhado de seu responsável legal, confessou o ato e alegou que “queria pegar uma carona”. Disse ainda que não pertence a nenhuma organização criminosa e que agiu por conta própria.
O motorista do coletivo reconheceu formalmente o infrator, e o caso foi encaminhado ao Juizado da Infância e Juventude do Guarujá.
A agressão cometida no Guarujá ocorre em meio a uma sequência de ataques a ônibus que assola o estado de São Paulo. Segundo dados da Polícia Civil, mais de 600 veículos já foram atingidos por vandalismo desde o início de junho, principalmente, na capital e na Região Metropolitana. A Baixada Santista também registrou ocorrências, embora em menor escala.
Somente na noite de 15 de julho, 32 ônibus foram apedrejados em Cotia, Itapevi, Osasco e bairros da capital. Entre os feridos estão uma criança de 10 anos e um passageiro atingido por estilhaços. O clima entre motoristas é de tensão e medo, segundo o Sindicato dos Motoristas de Ônibus, que afirma acompanhar os casos com atenção.
As investigações da polícia seguem três linhas: envolvimento do crime organizado, desafios de internet e possíveis retaliações a empresas de transporte. Até o momento, oito suspeitos foram presos. Em resposta, a Polícia Militar implantou uma operação especial com 7,8 mil agentes e 3,6 mil viaturas para reforçar a segurança em garagens, terminais e corredores de ônibus.