Somando a Grande São Paulo à Baixada Santista, mais de 600 ônibus já foram alvo dos ataques; Polícia Civil prendeu oito suspeitos de participação

Uma onda de ataques a ônibus, que teve início no mês de junho, em São Paulo, já atingiu mais de 460 veículos somente na capital e Região Metropolitana de São Paulo, e deixou feridos. Houve registro de casos também na Baixada Santista, litoral de São Paulo.
Na noite de terça-feira (15), foram registrados 32 apedrejamentos de ônibus na capital e nos municípios de Cotia, Itapevi e Osasco. Ao menos duas pessoas ficaram feridas.
A Polícia Civil informou que oito suspeitos de participação nos ataques foram presos. Na região do Morumbi, uma criança de 10 anos ficou ferida pelos estilhaços e foi socorrida. Em Osasco, foram quatro ocorrências na noite de terça-feira. Já em Cotia, conforme informações repassadas pela prefeitura, a empresa Viação Raposo teve dez ônibus vandalizados. Uma pessoa foi atingida por estilhaços de vidro.
O Sindicato dos Motoristas de Ônibus (Sindimotoristas) informou à Agência Brasil que acompanha a situação, e que o sentimento dos trabalhadores é de apreensão e medo. A categoria não registrou condutores entre os feridos.
A Grande São Paulo e a Baixada Santista registraram inúmeras ondas de ataque a ônibus recentemente, em número que supera 600. A investigação da polícia segue três linhas principais: ligação dos casos com o PCC (Primeiro Comando da Capital); desafios de internet e funcionários ou empresas que trabalham com transporte urbano coletivo, essa última considerada a mais provável.
No dia 3 de julho, a Polícia Militar anunciou a implantação de operação especial para intensificar a segurança em corredores, garagens e terminais de ônibus em todo o estado, com a utilização de 7,8 mil policiais e 3,6 mil viaturas em pontos estratégicos.
O Costa Norte entrou em contato com a BR Mobilidade, responsável pelo transporte metropolitano na região da Baixada Santista, para saber se houve atentados contra ônibus da empresa, quantos teriam sido atingidos e se veículos chegaram a sair de linha devido aos danos. Até a publicação desta matéria, não obtivemos retorno da empresa. O Costa Norte segue em apuração.
Com informações de Agência Brasil