Local não possuía autorização para funcionar; também foram apreendidas bebidas sem procedência e com indícios de adulteração em duas adegas

Uma adega clandestina foi fechada em São Vicente, no litoral de São Paulo, durante força-tarefa realizada na sexta-feira (3). A ação no bairro Japuí envolveu a prefeitura, Vigilância Sanitária, Procon e as polícias Militar e Civil, e integra o plano de estratégias do Comitê de Combate à Adulteração de Bebidas Alcoólicas criado no município.
No estabelecimento, localizado na rua Antônio Luís Barreiros, foram apreendidas garrafas sem procedência e sem condições adequadas de conservação para consumo. Além disso, o comércio não possuía licença de funcionamento. O proprietário foi intimado a adotar providências para que o espaço possa voltar a operar.
Em outro estabelecimento, também no bairro Japuí, mas na avenida Tupiniquins, foram encontradas garrafas de destilados com indícios de adulteração, como ausência de rótulo, falta de lacre ou lacres rompidos. Os itens foram recolhidos e encaminhados à Polícia Civil para realização de testes laboratoriais.
O coordenador do Procon de São Vicente, Marcelo Sakamoto, orienta consumidores e comerciantes.
“É importante o comerciante se certificar da origem do produto que está colocando no mercado. Já o consumidor deve fazer verificações em relação ao preço e desconfiar de valores muito baixos. O munícipe também deve conferir se o produto não está com alteração na embalagem e se está dentro do prazo de validade”, destacou.
Com a operação nas duas adegas, o número de ações em São Vicente chega a três. Na quarta-feira (1º), doze garrafas de bebidas com suspeita de adulteração foram apreendidas em uma panificadora no bairro Cidade Náutica. Neste caso, a ação ocorreu depois que um homem de 67 anos passou mal, após consumir uma bebida conhecida como "rabo de galo".