Acidente com cabo elétrico exige cuidado redobrado por parte do condutor; CPFL Piratininga registrou 55 ocorrências no primeiro semestre
Redação
Publicado em 02/10/2026, às 13h30

As colisões de veículos contra postes de energia elétrica provocam transtornos graves para os moradores da Baixada Santista. Os impactos interrompem o fornecimento de luz, afetam o trânsito local e comprometem serviços essenciais nos municípios.
O gerente de operações de campo da CPFL Piratininga, Josias Ricardo de Souza, explica os riscos dessas ocorrências para a população.
A gente faz algumas campanhas de orientação preventiva, mas infelizmente a quantidade ainda está alta. Quando acontece uma ocorrência dessa, além de o pessoal do circuito ficar sem energia e ter o problema de deslocamento, a gente pode ter problemas nos serviços essenciais, como um hospital ficar sem energia, o que é ruim para todo mundo", detalha Josias.
Em Santos, na Zona Noroeste, um caminhoneiro embriagado atingiu sete postes de uma vez e destruiu parte da residência da aposentada Maria Emília Ribeiro.
Ela relembra o susto gerado pelo acidente. "Primeiro deu um estouro muito forte. Aí a gente estava sentado no sofá, levantamos, eu e meu neto. Viemos para a área aqui da frente, porque é tudo em vidro. Aí vimos os postes caírem em cima da casa", relata Maria.
O restabelecimento da força exige tempo por causa da necessidade de perícia policial e de liberação da via para as equipes de manutenção. Diante do risco de choques elétricos fatais em cabos rompidos, o especialista orienta a conduta adequada para os motoristas envolvidos ou para testemunhas. Segue a lista com as recomendações de segurança:
Considere os cabos sempre energizados, mesmo caídos no chão ou sobre a lataria do carro;
Não saia do veículo em hipótese alguma se houver fios caídos sobre o automóvel;
Ligue para a central da CPFL pelo telefone 0800 0102570 ou acione o Corpo de Bombeiros no 193;
Aguarde a chegada das equipes treinadas para o resgate seguro.
Os acidentes geram custos e exigem atenção contínua. A substituição de uma estrutura destruída custa de R$3 mil a R$14 mil para a concessionária, a depender dos equipamentos instalados no local. Somente no primeiro semestre de 2025, a região registrou 55 colisões contra os equipamentos. Segue a lista com as cidades mais afetadas no período:
Santos: 23 ocorrências;
São Vicente: 10 ocorrências;
Praia Grande: 9 ocorrências;
Cubatão: 7 ocorrências.
* Com informações do jornalista Alex Castro para o Jornal Litoral, da TV Cultura Litoral e Vale.