'CANETAS EMAGRECEDORAS'

Venda de tirzepatida e retatrutida sem registro é proibida no país

Agência vetou marcas Synedica e TG, comercializadas ilegalmente no Instagram; em BH, paciente teve paralisia e urina vermelha após aplicação


Redação
Publicado em 21/01/2026, às 16h07

FacebookTwitterWhatsApp

Venda de tirzepatida e retatrutida sem registro é proibida no país
Itens são fabricados por empresas desconhecidas e não possuem garantia de qualidade ou procedência - Pavel Danilyuk /Pexels


Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (21),  proibição total da venda, distribuição e uso de uma série de "canetas emagrecedoras" sem registro no Brasil.

Produtos, muitas vezes chamados de "canetas do Paraguai", são vendidos livremente na internet e representam risco severo à saúde.

Medida atinge medicamentos à base de tirzepatida (das marcas Synedica e TG) e de retatrutida (todas as marcas e lotes). Segundo a agência, esses itens são fabricados por empresas desconhecidas e não possuem qualquer garantia de qualidade ou procedência.



Perigo real: vítima na UTI

Alerta da Anvisa ganha contornos dramáticos com o caso de uma mulher de 42 anos, internada em estado grave em Belo Horizonte (MG), desde dezembro, após utilizar uma dessas canetas emagrecedoras, comprada sem receita médica.

Segundo a família, sintomas começaram com urina avermelhada e dores abdominais. O quadro evoluiu rapidamente para fraqueza muscular, insuficiência respiratória e problemas neurológicos. Médicos investigam hipóteses de intoxicação medicamentosa severa.

Mercado ilegal

A Anvisa identificou que as marcas proibidas (Synedica e TG) são amplamente divulgadas em perfis no Instagram. Como entram no país de forma clandestina, não passam pelo controle de temperatura e armazenamento exigido para medicamentos biológicos, o que pode alterar sua composição e torná-los tóxicos.



O cerco contra esses produtos irregulares já havia se intensificado em novembro de 2025, quando a Anvisa proibiu a entrada de marcas populares no mercado paralelo, como Lipoless, Tirzazep e T.G. 5.

Na ocasião, a agência esclareceu um ponto crucial: embora a importação de medicamentos sem registro seja permitida excepcionalmente para uso pessoal, essa regra não se aplica quando há uma resolução de proibição específica.

Ou seja, trazer essas 'canetas' para o Brasil, mesmo com receita médica e para consumo próprio, é ilegal devido aos altos riscos de falsificação e falta de controle sanitário.



Receba o melhor do nosso conteúdo em seu e-mail

Cadastre-se, é grátis!