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SUS inicia distribuição de insulina de ação prolongada; saiba quem pode receber

Medicamento será distribuído gradualmente pelo SUS para crianças, adolescentes e idosos com diabetes, que atendam aos critérios do Ministério da Saúde


Redação
Publicado em 15/07/2026, às 13h37

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SUS inicia distribuição de insulina de ação prolongada; saiba quem pode receber
Nova insulina exige, na maioria dos casos, apenas uma aplicação por dia - Divulgação/Ministério da Saúde


A distribuição de insulina de ação prolongada, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), deve ampliar o acesso ao tratamento de pessoas com diabetes em todo o país. A medida faz parte da estratégia do Ministério da Saúde para fortalecer a assistência aos pacientes.

O medicamento disponibilizado é a insulina glargina, que começará a substituir gradualmente a insulina NPH para os públicos definidos pelo Ministério da Saúde. A nova opção terapêutica será oferecida nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), mediante avaliação clínica e prescrição médica.

Nesta primeira etapa, terão acesso ao medicamento crianças e adolescentes, de 2 anos até menores de 18 anos, com diabetes tipo 1, além de pessoas com 70 anos ou mais diagnosticadas com diabetes tipo 1 ou tipo 2.



O que muda com a insulina glargina?

A insulina glargina é considerada um medicamento de ação prolongada e, na maioria dos casos, exige apenas uma aplicação diária, enquanto outros tratamentos podem exigir até três aplicações por dia.

Segundo o Ministério da Saúde, o medicamento contribui para um controle mais estável da glicemia, reduz o risco de episódios de hipoglicemia e favorece a adesão ao tratamento, proporcionando mais segurança e qualidade de vida aos pacientes.

A substituição da insulina NPH será feita de forma gradual, garantindo o acompanhamento dos pacientes durante a transição.



Como ter acesso ao medicamento

Para receber a insulina glargina pelo SUS, o paciente deve procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima com a receita médica devidamente emitida e carimbada. No caso de crianças e adolescentes, pais, responsáveis ou cuidadores também podem solicitar a avaliação para a substituição da insulina NPH pela glargina.

Antes da mudança do tratamento, uma equipe multiprofissional fará a avaliação clínica do paciente e orientará sobre o uso correto do medicamento, a técnica de aplicação e o armazenamento adequado.

Além da insulina, o paciente receberá uma caneta reutilizável, com validade de três anos, e as agulhas necessárias para a aplicação.



Distribuição já começou

O Ministério da Saúde já iniciou o envio da insulina glargina aos estados. Até o momento, foram distribuídos mais de 254 mil tubetes do medicamento para 16 estados, além de 52.350 canetas reutilizáveis.

A previsão da pasta é que todos os estados brasileiros recebam os insumos até o fim de julho, permitindo o início gradual da oferta nas unidades de saúde. A ampliação do tratamento faz parte de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), iniciativa que busca fortalecer a produção nacional do medicamento e garantir maior segurança no abastecimento do SUS.

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