Especialista Frederico Cidral explica como a prevenção de riscos físicos e mentais afasta prejuízos invisíveis e melhora o ambiente organizacional

A saúde e a segurança no trabalho deixaram de ser apenas uma obrigação legal para integrar as estratégias de sucesso corporativo. A adoção de uma gestão preventiva reduz afastamentos, minimiza custos imprevistos e eleva a produtividade no ambiente organizacional.
Apesar dos benefícios, muitos empresários ainda resistem à mudança de mentalidade. O administrador Frederico Cidral explica a origem do problema:
Ainda tem esse tabu. Muitas empresas olham como custo os exames e os programas na área de saúde e segurança do trabalho, e não enxergam o resultado disso, que pode gerar afastamentos e ações trabalhistas".
A falta de ações estratégicas gera impactos diretos no caixa das companhias. O especialista divide os prejuízos em duas categorias. O administrador detalha: "Você tem os visíveis, que são afastamentos, a troca de funcionário e uma ação trabalhista. E tem o outro lado, o que você não enxerga, que gera retrabalho e funcionários que acabam trocando de empresa, e você tem que fazer treinamentos e buscar funcionários novos".
O debate sobre saúde mental ganhou força e mudou a responsabilidade das empresas. Com as atualizações da Norma Regulamentadora 1 (NR 1), a avaliação de riscos psicossociais passou a ser exigida.
O foco das análises, no entanto, não recai sobre o indivíduo, mas sobre a estrutura organizacional. O especialista pontua: "O que vai ser avaliado não é o funcionário, e sim o ambiente de trabalho. Então tem muito a ver com gestão, de você fazer uma avaliação do seu ambiente de trabalho para minimizar vários riscos, como processos errados e demanda de trabalho excessiva".
Para transformar a saúde corporativa em uma vantagem competitiva, a recomendação envolve três passos essenciais: medir a qualidade do ambiente de trabalho, prevenir falhas com acompanhamento diário e engajar a alta liderança nos projetos.
Para alcançar bons resultados, o engajamento dos diretores é indispensável. O profissional conclui: "A alta liderança tem que comprar isso. Tem que entender que a saúde corporativa é muito importante para o resultado final da empresa. O bem mais importante da empresa são as pessoas. Se ele não cuidar das pessoas, ele não vai gerar uma empresa produtiva".
*Com informações do jornalista Thiago Dantas, para o Jornal Litoral, da TV Cultura Litoral e Vale.