VACINAÇÃO

Há casos de sarampo em Peruíbe? Saúde atualiza cenário da doença

Cobertura vacinal está em 70,30%, enquanto município mantém campanha de multivacinação para ampliar proteção da população

Manchas vermelhas espalhadas pelo braço, sintoma característico associado ao sarampo
Vacinação é a principal forma de prevenção contra o sarampo - Foto: Freepik


Peruíbe, no litoral de São Paulo, reforça a vacinação contra o sarampo durante a campanha de multivacinação iniciada em agosto.  A mobilização ocorre em meio à cobertura vacinal de 70,30% informada pela Secretaria de Saúde, e busca atualizar o esquema de pessoas que ainda não receberam todas as doses indicadas.

Segundo a prefeitura de Peruíbe, o município não registra casos de sarampo em 2026 e também não teve casos suspeitos ou confirmados em 2025. O município iniciou, em 3 de agosto, a campanha de multivacinação, que inclui a imunização contra a doença.

A prefeitura destaca a vacina como principal medida de prevenção e recomenda que pessoas com esquema incompleto procurem as unidades de Saúde para regularizar a situação vacinal.



Sarampo

O estado de São Paulo registrou 23 casos confirmados de sarampo em 2026, com centenas de suspeitas em investigação. A maioria dos registros concentra-se na capital, seguida por São Bernardo do Campo e Guarulhos. Altamente contagiosa, a infecção viral pode provocar complicações sérias e exige atenção imediata aos primeiros sintomas.

Contágio 

O contágio ocorre por via aérea, ao falar, tossir, espirrar e respirar. De acordo com especialistas, uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 90% dos indivíduos próximos não imunizados. O período de transmissão começa cerca de seis dias antes do surgimento das manchas na pele e dura até quatro dias após a erupção.

Arte sarampo sintomas



Sintomas

Os principais sintomas da doença incluem febre alta (acima de 38,5°C) e manchas avermelhadas (exantema), que costumam surgir no rosto e atrás das orelhas antes de se espalharem pelo corpo.

O quadro também pode vir acompanhado de tosse seca, irritação nos olhos (conjuntivite) e mal-estar. A persistência da febre é sinal de alerta para risco de agravamento, principalmente em crianças menores de 5 anos.

A infecção pode evoluir para complicações graves, como pneumonia, otite média, desidratação e encefalite aguda. Não há tratamento específico contra o vírus; os cuidados médicos visam aliviar sintomas, repor hidratação e garantir suporte nutricional adequado.



Vacinação

A imunização por meio da vacina tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) é a principal medida de prevenção. No Sistema Único de Saúde (SUS), o esquema de rotina prevê a primeira aplicação aos 12 meses e a segunda aos 15 meses, além da "dose zero" para bebês de 6 a 11 meses em períodos ou regiões com recomendação específica.

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